
Sexta-feira, por volta das 17 horas, parei o carro em frente a casa de minha sogra. Rotineiramente. A Helen desceu. Vi o Pe. Vicente estacionando seu carro logo mais à frente. Haverá missa na Igreja das Dores, pensei. Desci do carro e ao invés de entrar na casa da sogra, caminhei para a Igreja.
A pequena igreja, construida em 1799, estava quase vazia. No máximo umas 20 pessoas. Pensei com meus botões: bem que o padre poderia nos oferecer a Santíssima Eucaristia sob as duas espécies. Pensamento rápido, sem maiores pretenções. Em seguida já estava compenetrado na Santa Missa.
E não é que na hora de recebermos a Comunhão, o Pe. Vicente nos convida a receber a Hóstia Santa embebida no Sangue?
Sei que quando recebemos apenas o Pão, alí está transubstanciado o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus, Nosso Deus e Senhor. Mas quando recebo sob as duas espécies, sempre sinto uma sensação diferente. Quero sentir aquele sabor por muito tempo em minha boca. Só que é muito rápido. Mas é maravilhoso.
Comunguei e fiquei de joelhos em meu lugar. Só que não conseguia e não mais queria me levantar. Sentia-me tão bem, que queria prolongar infinitamente aquele momento. O padre aspergiu agua benta em todos, deu a benção final, a cantora terminou o cantico final, as pessoas deixando a igreja e eu ali. Não conseguia me mover. Como sentia-me bem na presença de Deus. Como é bom receber o Sacramento do Amor.
Quando sai da igreja, não sabia para onde deveria (ou queria) me dirigir.
Creio que recebi uma "gota" do que nossos irmãos que estão na Visão Beatífica recebem infinitamente.
Graças e louvores se dêem a todo momento. Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.