terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Brasil rumo ao comunismo via PT?

Primeiro vídeo de uma série de 9 que podem ser assistidos no Youtube:
Impressionante documentário que mostra a triste e cruel realidade do comunismo. O que chama a atenção é que inúmeros jovens brasileiros ficam fascinados com frases como esta do porco Che Guevara:

Esta frase mostra como era um canalha hipócrita. O que vemos no documentário não é injustiça? E o pior é que heréticos seguidores da condenada Teologia da Libertação, usam e abusam dos ensinamentos deste assassino. Disseminam sua estampa pelas redes sociais e até mesmo em encontros da juventude "católica".

Por sua vez, o PT e seus aliados pretendem  transformar nosso país numa ditadura comunista. E os "idiotas úteis" agem a todo vapor.

Para quem não sabe, "idiota útil" é um termo criado por Lenin para designar a pessoa que sem saber, milita em prol do comunismo. Na verdade nem sabe onde está se metendo. "Idiota" porque relativamente estúpido, 'útil" porque sua estupidez é aproveitável por sujeitos mais espertos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

NOTIFICAÇÃO SOBRE O LIVRO «IGREJA: CARISMA E PODER. ENSAIOS DE ECLESIOLOGIA MILITANTE» DE FREI LEONARDO BOFF, O.F.M.

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
NOTIFICAÇÃO SOBRE O LIVRO
«IGREJA: CARISMA E PODER.
ENSAIOS DE ECLESIOLOGIA MILITANTE»
DE FREI LEONARDO BOFF, O.F.M.


INTRODUÇÃO
No dia 12 de fevereiro de 1982, Frei Leonardo Boff, OFM, tomou a iniciativa de enviar à Congregação para a Doutrina da Fé a resposta que deu à Comissão arquidiocesana para a Doutrina da Fé do Rio de Janeiro, que criticara o seu livro « Igreja: Carisma e Poder » (Editora Vozes - Petrópolis, RJ, Brasil, 1981). Declarava que aquela crítica continha graves erros de leitura e de interpretação.
A Congregação, após ter estudado o livro nos seus aspectos doutrinais e pastorais, expôs ao Autor, numa carta de 15 de maio de 1984, algumas reservas, convidando-o a aceitá-las e oferecendo-lhe, ao mesmo tempo, a possibilidade de um diálogo de esclarecimento. Tendo porém em vista a repercussão que o livro estava tendo entre os fiéis, a Congregação informou L. Boff de que, em qualquer hipótese, a carta seria publicada, levando eventualmente em consideração a posição que ele viesse a tomar por occasião do diálogo.
No dia 7 de setembro de 1984, L. Boff foi recebido pelo Cardeal Prefeito da Congregação, acompanhado pelo Mons. Jorge Mejía, na qualidade de Secretário. Foram objeto do colóquio alguns problemas eclesiológicos surgidos da leitura do livro « Igreja: Carisma e Poder » e assinalados na carta de 15 de maio de 1984. A conversa, que se desenvolveu num clima fraterno, proporcionou ao Autor ocasião de expor seus esclarecimentos pessoais, que ele quis também entregar por escrito. Tudo isto foi explicado num comunicado final publicado e redigido de comum acordo com L. Boff. Concluído o diálogo, foram recebidos pelo Cardeal Prefeito, em outra sala, os Eminentíssimos Cardeais Aloísio Lorscheider e Paulo Evaristo Arns, que se encontravam em Roma para esta oportunidade.
A Congregação examinou, seguindo a praxe que lhe é própria, os esclarecimentos orais e escritos fornecidos por L. Boff e, embora tomando nota das boas intenções e das repetidas declarações de fidelidade à Igreja e ao Magistério por ele expressas, sentiu-se contudo no dever de salientar que as reservas levantadas acerca do conteúdo do livro e assinaladas na carta, não poderiam, na sua substância, considerar-se superadas. Julga pois necessário, assim como estava previsto, agora publicar, nas suas partes essenciais, o conteúdo doutrinal da mencionada carta.

PREMISSA DOUTRINAL
A eclesiologia do livro « Igreja: Carisma e Poder » propõe-se ir ao encontro dos problemas da América Latina e, em particular do Brasil, com uma coletânea de estudos e perspectivas (cf. p. 13). Tal intenção exige, de um lado, uma atenção séria e aprofundada às situações concretas, às quais o livro se refere e, por outro lado, — para realmente corresponder ao seu objetivo — a preocupação de inserir-se na grande tarefa da Igreja universal, no sentido de interpretar, desenvolver e aplicar, sob a inspiração do Espírito Santo, a herança comum do único Evangelho, entregue, uma vez para sempre, pelo Senhor à nossa fidelidade. Deste modo a única fé do Evangelho cria e edifica, ao longo dos séculos, a Igreja católica, que permanece una na diversidade dos tempos e na diferença das situações próprias às múltiplas Igrejas particulares. A Igreja universal realiza-se e vive nas Igrejas particulares e estas são Igreja exatamente enquanto continuam a ser, num determinado tempo e lugar, expressão e atualização da Igreja universal. Deste modo, com o crescimento e o progresso das Igrejas particulares cresce e progride a Igreja universal; ao passo que, debilitando-se a unidade, diminuiria e decairia também a Igreja particular. Por isso o verdadeiro discurso teológico não pode jamais contentar-se em apenas interpretar e animar a realidade de uma Igreja particular, mas deve, ao contrário, procurar aprofundar os conteúdos do depósito sagrado da palavra de Deus, depósito confiado à Igreja e autenticamente interpretado pelo Magistério. A praxis e as experiências que sempre têm origem numa determinada e limitada situação histórica, ajudam o teólogo e o obrigam a tornar o Evangelho acessível ao seu tempo. A praxis, contudo, não substitui, nem produz a verdade, mas está a serviço da verdade, que nos foi entregue pelo Senhor. O teólogo é, pois, chamado a decifrar a linguagem das diversas situações — os sinais dos tempos — e a abrir esta linguagem à inteligência da fé (cf. Enc. Redemptor hominis, n. 19). Examinadas à luz dos critérios de um autêntico método teológico — aqui apenas brevemente assinalados — certas opções do livro de L. Boff manifestam-se insustentáveis. Sem pretender analisá-las todas, colocam-se em evidência apenas as opções eclesiológicas que parecem decisivas, ou seja: a estrutura da Igreja, a concepção do dogma, o exercício do poder sagrado e o profetismo.
A ESTRUTURA DA IGREJA
L. Boff coloca-se, segundo as suas próprias palavras, dentro de uma orientação, na qual se afirma « que a igreja como instituição não estava nas cogitações do Jesus histórico, mas que ela surgiu como evolução posterior à ressurreição, particularmente com o processo progressivo de desescatologização » (p. 123). Consequentemente, a hierarquia é para ele « um resultado » da « férrea necessidade de se institucionalizar », « uma mundanização », no « estilo romano e feudal » (p. 71). Daí deriva a necessidade de uma « mutação permanente da Igreja » (p. 109); hoje deve emergir uma « Igreja nova » (p. 107, passim), que será « uma nova encarnação das instituições eclesiais na sociedade, cujo poder será pura função de serviço » (p. 108).
Na lógica destas afirmações explica-se também a sua interpretação acerca das relações entre catolicismo e protestantismo: « Parece-nos que o cristianismo romano (catolicismo) se distingue por afirmar corajosamente a identidade sacramental e o cristianismo protestante por uma afirmação destemida da não-identidade » (p. 132; cf. pp, 126 ss., 140).
Dentro desta visão, ambas as confissões constituiriam mediações incompletas, pertencentes a um processo dialético de afirmação e de negação. Nesta dialética « se mostra o que seja o cristianismo. Que é o cristianismo? Não sabemos. Somente sabemos aquilo que se mostrar no processo histórico » (p. 131).
Para justificar esta concepção relativizante da Igreja — que se encontra na base das críticas radicais dirigidas contra a estrutura hierárquica da Igreja católica — L. Boff apela para a Constituição Lumen gentium (n. 8) do Concílio Vaticano II. Da famosa expressão do Concílio « Haec Ecclesia (se. única Christi Ecclesia) ... subsistit in Ecclesia catholica », ele extrai uma tese exatamente contrária à significação autêntica do texto conciliar, quando afirma: de fato, « esta (isto é, a única Igreja de Cristo) pode subsistir também em outras Igrejas cristãs » (p. 125). O Concílio tinha, porém, escolhido a palavra « subsistit » exatamente para esclarecer que há uma única « subsistência » da verdadeira Igreja, enquanto fora de sua estrutura visível existem somente « elementa Ecclesiae », que — por serem elementos da mesma Igreja — tendem e conduzem em direção à Igreja católica (LG 8). O Decreto sobre o ecumenismo exprime a mesma doutrina (UR 3-4), que foi novamente reafirmada pela Declaração Mysterium Ecclesiae, n. 1 (AAS LXV [1973], pp. 396-398).
A subversão do significado do texto conciliar sobre a subsistência da Igreja está na base do relativismo eclesilógico de L. Boff, supra delineado, no qual se desenvolve e se explicita um profundo desentendimento daquilo que a fé católica professa a respeito da Igreja de Deus no mundo.

DOGMA E REVELAÇÃO
A mesma lógica relativizante encontra-se na concepção da doutrina e do dogma expressa por L. Boff. O Autor critica, de modo muito severo, « a compreensão doutrinária da revelação » (p. 73). É verdade que L. Boff distingue entre dogmatismo e dogma (cf. p. 139), admitindo o segundo e rejeitando o primeiro. Todavia, segundo ele, o dogma, na sua formulação, é válido somente « para um determinado tempo e circunstâncias » (pp. 127-128). « Num segundo momento do mesmo processo dialético o texto deve poder ser ultrapassado para dar lugar a outro texto do hoje da fé » (p. 128). O relativismo que resulta de semelhantes afirmações torna-se explícito quando L. Boff fala de posições doutrinárias contraditórias entre si, contidas no Novo Testamento (cf. p. 128). Consequentemente « a atitude verdadeiramente católica » seria de « estar fundamentalmente aberto a todas as direções » (p. 128). Na perspectiva de L. Boff a autêntica concepção católica do dogma cai sob o veredito do « dogmatismo »: « Enquanto perdurar este tipo de compreensão dogmática e doutrinária da revelação e da salvação de Jesus Cristo dever-se-á contar irretorquivelmente com a repressão da liberdade de pensamento divergente dentro da Igreja » (pp. 74-75).
A este propósito convém ressaltar que o contrário do relativismo não é o verbalismo ou o imobilismo. O conteúdo último da revelação é o próprio Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, que nos convida à comunhão com Ele; todas as palavras referem-se à Palavra, ou — como diz São João da Cruz: « ... a su Hijo ... todo nos habló junto y de una vez en esta sola Palabra y no tiene más que hablar » (Subida del Monte Carmelo, II, 22, 3). Mas nas palavras, sempre analógicas e limitadas, da Escritura e da fé autêntica da Igreja, baseada na Escritura, exprime-se, de modo digno de fé, a verdade acerca de Deus e acerca do homem. A constante necessidade de interpretar a linguagem do passado, longe de sacrificar esta verdade, torna-a, antes, acessível e desenvolve a riqueza dos textos autênticos. Avançando, guiada pelo Senhor, que é o caminho e a verdade (Jo 14, 16), a Igreja, que ensina e que crê, está convencida de que a verdade expressa pelas palavras de fé não só não oprime o homem, mas o liberta (Jo 8, 32) e é o único instrumento de verdadeira comunhão entre os homens de diversas classes e opiniões, enquanto uma concepção dialética e relativizante o expõe a um decisionismo arbitrário.
No passado, esta Congregação teve ocasião de mostrar que o sentido das fórmulas dogmáticas permanece sempre verdadeiro e coerente, determinado e irreformável, embora possa ser ulteriormente esclarecido e melhor compreendido (cf. Mysterium Ecclesiae, n. 5: AAS LXV [1973], pp. 403-404).
Para continuar na sua função de sal da terra, que nunca perde o seu sabor, o « depositum fidei » deve ser fielmente conservado na sua pureza, sem deslizar no sentido de um processo dialético da história e em direção ao primado da praxis.

O EXERCÍCIO DO PODER SAGRADO
Uma «grave patologia » de que, segundo L. Boff, a Igreja romana deveria livrar-se, é provocada pelo exercício hegemónico do poder sagrado que, além de torná-la uma sociedade assimétrica, teria também sido deformado em si mesmo.
Dando por certo que o eixo organizador de uma sociedade coincide com o modo específico de produção que lhe é próprio, e aplicando este princípio à Igreja, L. Boff afirma que houve um processo histórico de expropriação dos meios de produção religiosa por parte do clero em prejuízo do povo cristão que, em consequência, teria sido privado de sua capacidade de decidir, de ensinar etc. (cf. pp. 75, 215 ss., 238-239). Além disso, após ter sofrido esta expropriação, o poder sagrado teria também sido gravemente deformado, vindo a cair deste modo nos mesmos defeitos do poder profano em termos de dominação, centralização, triunfalismo (cf. pp. 98, 85, 91 ss.). Para remediar estes inconvenientes, propõe-se um novo modelo de Igreja, no qual o poder seria concebido sem privilégios teológicos, como puro serviço articulado de acordo com as necessidades da comunidade (cf. pp. 207, 108).
Não se pode empobrecer a realidade dos sacramentos e da palavra de Deus enquadrando-a no esquema da « produção e consumo », reduzindo deste modo a comunhão da fé a um mero fenómeno sociológico. Os sacramentos não são «material simbólico », a sua administração não é produção, a sua recepção não é consumo. Os sacramento são dom de Deus. Ninguém os « produz ». Todos recebemos por eles a graça de Deus, os sinais do eterno amor. Tudo isto está além de toda produção, além de todo fazer e fabricar humano. A única medida que corresponde à grandeza do dom é a máxima fidelidade à vontade do Senhor, de acordo com a qual todos seremos julgados — sacerdotes e leigos — sendo todos « servos inúteis » (Lc 17, 10). Existe sempre, decerto, o perigo de abusos; põe-se sempre o problema de como garantir o acesso de todos os fiéis à plena participação na vida da Igreja e na sua fonte, isto é, na vida da Senhor. Mas interpretar a realidade dos sacramentos, da hierarquia, da palavra e de toda a vida da Igreja em termos de produção e de consumo, de monopólio, expropriação, conflito com o bloco hegemónico, ruptura e ocasião para um modo assimétrico de produção, equivale a subverter a realidade religiosa. Ao contrário de ajudar na solução dos verdadeiros problemas, este procedimento leva, antes, à destruição do sentido autêntico dos sacramentos e da palavra da fé.

O PROFETISMO NA IGREJA
O livro « Igreja: Carisma e Poder » denuncia a hierarquia e as instituições da Igreja (cf. pp. 65-66, 88, 239-240). Como explicação e justificação para semelhante atitude reivindica o papel dos carismas e, em particular, do profetismo (cf. pp. 237-240, 246, 247). A hierarquia teria a simples função de « coordenar », de « propiciar a unidade, a harmonia entre os vários serviços », de « manter a circularidade e impedir as divisões e sobreposições », descartando pois desta função « a subordinação imediata de todos aos hierarcas » (cf. p. 248).
Não há dúvida de que todo o povo de Deus participa do múnus profético de Cristo (cf. LG 12); Cristo cumpre o seu múnus profético não só por meio da hierarquia, mas também por meio dos leigos (cf. ib. 35). Mas é igualmente claro que a denúncia profética na Igreja, para ser legítima, deve permanecer sempre a serviço, para a edificação da própria Igreja. Esta não só deve aceitar a hierarquia e as instituições, mas deve também colaborar positivamente para a consolidação da sua comunhão interna; além disso, pertence à hierarquia o critério supremo para julgar não só o exercício bem orientado da denúncia profética, como também a sua autenticidade (cf. LG 12).
 
CONCLUSÃO
Ao tornar público o que acima ficou exposto, a Congregação sente-se na obrigação de declarar, outrossim, que as opções aqui analisadas de Frei Leonardo Boff são de tal natureza que põem em perigo a sã doutrina da fé, que esta mesma Congregação tem o dever de promover e tutelar.
O Sumo Pontífice João Paulo II, no decorrer de uma Audiência concedida ao Cardeal Prefeito que subscreve este documento, aprovou a presente Notificação, deliberada em reunião ordinária da Congregação para a Doutrina da Fé, e ordenou que a mesma fosse publicada.
Roma, Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 11 de Março de 1985.


Joseph Card. Ratzinger
Prefeito
+ Alberto Bovone
Arcebispo tit. de Cesarea de Numidia
Secretário

Fonte: Vaticano

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Liturgia bizantina Hino acatista à Mãe de Deus (séc. VII)


Evangelho segundo S. Lucas 1,39-45.
Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?
Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio.
Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.» 

«O menino saltou de alegria no meu seio»
Com o Menino em seu seio, Maria dirigiu-se à pressa para casa de sua prima Isabel. Ao ouvir a saudação de Maria, logo o menino se regozijou, saltando de alegria como que para cantar à Mãe de Deus:
Alegra-te, tu que és botão da flor imortal
Alegra-te, tu que és pomar de onde brota o fruto de vida
Alegra-te, jardim do Senhor, amigo dos homens (Sb 1,6)
Alegra-te, gérmen do crescimento da vida
Alegra-te, tu que és campo onde se produz a abundância da redenção
Alegra-te, mesa santa da reconciliação para o pecado
Alegra-te, tu que nos cultivas um jardim de beleza
Alegra-te, tu que preparas, para a nossa alma, um refúgio de paz
Alegra-te, que és incenso de oferenda agradável a Deus (Gn 8,21)
Alegra-te, pois que em ti o universo inteiro encontra reconciliação
Alegra-te, tu que és graça de Deus para todos os homens
Alegra-te, advogada nossa junto do Senhor
Alegra-te, Esposa não desposada


Ficou o prudente José em extrema perturbação, com a alma sacudida por uma tempestade de pensamentos: ele, que era conhecedor da tua virgindade, agora duvidava de ti, ó mãe imaculada. Mas, quando soube que O que tivera sido gerado em ti provinha do Espírito Santo (Mt 1,20), exclamou: «Aleluia, aleluia, aleluia».


Quando os pastores ouviram os anjos cantar a incarnação de Cristo, correram para junto do seu Bom Pastor, a contemplar o Cordeiro recém-nascido no colo de Maria. Exultaram, cantando:
Alegra-te, mãe do Cordeiro e do Bom Pastor (Jo 1,29; 10,14)
Alegra-te, redil onde as ovelhas se reúnem (Jo 10,16)
Alegra-te, protecção contra os lobos que as arrebatam (v. 12)
Alegra-te, pois tu abres as portas do paraíso 
Alegra-te, pois os céus rejubilam com a terra (Lc 2,14) 
Alegra-te, pois os homens exultam com os anjos
Alegra.te, pois tu dás segurança à palavra dos apóstolos
Alegra-te, pois tu dás força ao testemunho dos mártires
Alegra-te, coluna firme que nos seguras a fé  
Alegra-te, pois tu conheces o esplendor da graça
Alegra-te, pois que por ti os infernos se esvaziaram
Alegra-te, pois, por ti, nos cobrimos de glória
Alegra-te, Esposa não desposada. [...]


Quando contemplamos este singular nascimento, sentimo-nos estranhos no mundo habitual e o espírito volta-se para as realidades do alto, porque foi descendo aqui, humilhando-Se, que o Altíssimo Se revelou aos homens, para elevar todos os que Lhe cantam: «Aleluia, aleluia, aleluia». 


Giovani Rodrigues

domingo, 30 de outubro de 2011

Lula e a Saúde.

Foto: Paulo H Cremoneze
Comentário do amigo Paulo Henrique Cremoneze* no Facebook:
Com muita delicadeza e cuidado escreverei este comentário.

Ninguém deve ficar realmente feliz com a enfermidade grave de um inimigo. Não suporto o Lula e acho bom para o Brasil e para o mundo que ela suma do mapa, mas não posso tripudiar sobre o câncer dele por dois motivos: 1) respeito e 2) prudência

1) RESPEITO aos amigos que passaram ou passam pela doença ou têm familiares vitimados ou sofrendo seus efeitos nocivos;

2) PRUDÊNCIA: pois amanhã, eu mesmo dela poderei ser vítima ou ter alguém próximo e amado.

Vejam os amigos que nem cheguei a invocar a fé em Deus, no meu caso o catolicismo, porque reconheço que talvez em se tratando de Hugo Chavez, Fidel Castro, Lula, Dilma, eu me deixasse seduzir pelo sentimento farisaíco e teologicamente incorreto de "castigo de Deus ou justiça Divina aos ímpios".

Bem, todos sabemos que por meios lícitos ou ilícitos o Lula tem condições financeiras, desde que fundou o PT, para arcar com o tratamento médico num hospital de ponta como o Sírio-Libanês.

Mas, como ex-Presidente e figura pública, alguém que entre outras imbecilidades disse que o Brasil, hoje, é melhor que a Europa e os EUA, alguém que arrota ter mudado o país para melhor em tudo, ele não deveria dar o exemplo e, confiando no gestor público, a tara de todo socialista, inimigo da iniciativa privada e das privatizações, e tratar-se na rede pública de saúde, no SUS?

Os socialistas e marxistas não são coerentes: berram contra o sistema capitalista mas adoram iphones, ipads, hospitais particulares, vinhos caros, bons restaurantes, enfim, são mal-nascidos ou despidos da meritocracia e, portanto, auto-condenados ao fracasso. Amargos e recalcados, invejam as "elites" e se encastelam nos meios públicos para conseguirem o que são incapazes de conseguir pelo berço, pelo nome ou pelo mérito, em síntese, trabalho honesto, mas no fundo, no fundo, tudo o que querem é estar no mesmo clube dos que invejam e satanizam, mesmo que seja pelas portas dos fundos, já que sempre lhes faltará algo: honra!

Lula, vá para o SUS e aí sim até rezarei por você!
 *Paulo Henrique Cremoneze é Mestre em Direito Internacional e Teólogo. Mora em Santos, SP.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Batismo do café - Imbecilidade no Enem 2011

Questão fútil, irrelevante e sem base nenhuma que verifiquei no caderno do Enem (clique no link para ver o caderno na íntegra) prestado por meu filho neste final de semana:

Questão nº 40

"O café tem origem na região onde hoje se encontra a Etiópia, mas seu cultivo e consumo se disseminaram a partir da Península Árabe. Aportou à Europa por Constantinopla e, finalmente, em 1615, ganhou a cidade de Veneza. Quando o café chegou à região europeia, alguns clérigos sugeriram que o produto deveria ser excomungado, por ser obra do diabo. O papa Clemente VIII (1592-1605), contudo, resolveu provar a bebida. Tendo gostado do sabor, decidiu que ela deveria ser batizada para que se tornasse uma "bebida verdadeiramente cristã". THORN, J. Guia do café. Lisboa: Livros e livros, 1998 (adaptado)

A postura dos clérigos e do papa Clemente VIII diante da introdução do café na Europa Ocidental pode ser explicada pela associação dessa bebida ao

A) ateísmo

(B) judaísmo
(C) hinduísmo
(D) islamismo
(E) protestantismo"

De onde tiraram esta coisa ridícula? Papa batizando uma planta... Como pode uma mentira deste tamanho ser questão de uma prova que dá entrada ao mundo acadêmico? A Educação no Brasil não é séria. Definitivamente.

Giovani Rodrigues

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Patriotismo!

Desabafo no Facebook do amigo Dr. Rafael Vitola Brodbeck, católico, Delegado de Polícia e um apaixonado pelo seu Rio Grande do Sul e pelo Brasil profundo. Suas palavras fazem despertar no coração um verdadeiro amor à Pátria. Um sentimento profundo e verdadeiro. Bem diferente da ojeriza, vulgarização, rejeição, deboche que nos impõe e a nossos filhos, os socialistas/comunistas (políticos, jornalistas, professores, etc) da atualidade.

Dr. Rafael Vitola Brodbeck.
Sonho com um Brasil patriota de verdade... A "redemocratização" de 85 conseguiu acabar com a pátria, acabar com o sadio ufanismo, acabar com o orgulho de pertencer a uma nação. Aliás, acabaram com a nação e a substituíram pelo Estado. Não servimos mais à pátria, servimos a uma burocracia estatal.
Copiamos dos EUA só o que o esquerdismo/liberalismo americano importa: ONGs, pró-gays, pró-aborto, putaria, verdes ecologicamente corretos, laicismo... Agora, as virtudes dos EUA nós não copiamos, como o patriotismo, o culto à história nacional, o apoio às forças armadas, o respeito aos policiais, o valor dos símbolos, a profundidade religiosa (a ponto de constar nas cédulas "In God We Trust" e se cantar "God bless America" nos eventos oficiais).
E isso que o Brasil não inventaria nada se "copiasse" isso dos EUA, porque ÉRAMOS patriotas. Lembro de estudar OSPB e Moral e Cívica no colégio. Lembro de paradas da juventude. Lembro de ser escoteiro orgulhoso do meu uniforme e ralar muito em acampamento (hoje, os escoteiros da maioria dos grupos da UEB são umas dondocas que não levam nem sua mochila, não ralam, não pagam apoio nem tem um fardamento, mas uma camiseta com jeans).
Lembro de ver livros dos meus pais contando a história dos VULTOS DA PÁTRIA. Lembro de ter selos em minha coleção filatélica com eventos históricos. Antigamente, se comemorava o 13 de Maio, o Dia do Fico, o Dia da Bandeira... Hoje é Dia "da Consciência Negra" e outras bobagens esquerdopatas.
Pobre nação a que não cultua sua história!
Ao menos o meu Rio Grande se escapa (UM POUCO), pois ainda temos orgulho de nosso 20 de Setembro e de nossos heróis, Bento Gonçalves, David Canabarro, General Neto, Gumercindo Saraiva, Gaspar Martins etc
O patriotismo brasileiro (das grandes paradas militares e estudantis, do estudo dos vultos, de saber de cor quem eram Osório, Tamandaré, Caxias, D. Pedro I e II, Princesa Isabel, D. João, Barroso) foi destruído. No seu lugar ficou o "patriotismo" alegrinho, descompromissado, sem conteúdo, fútil: o "patriotismo" de meramente se pintar de verde e amarelo na Copa, de chorar ao ouvir o hino (cuja letra, aliás, mal conhece), de desfraldar a bandeira só em jogo da Seleção ou no 7 de Setembro, de ser "crítico" (e isso significa desvalorizar nossos vultos, debochar da Família Imperial, como na diabólica "Quinto dos Infernos", e exaltar comunistas, assaltantes de banco, terroristas e desertores do Exército), o "patriotismo" do "samba, mulata e futebol", de achar que a grande contribuição cultural do Brasil é colocar mulher pelada na Sapucaí em fevereiro, em brincar de cidadão marchando contra a corrupção (mas sem mencionar Lula, Dilma, Zé Direceu, mensalão, dólar na cueca).
Poderíamos aprender com os americanos e com os argentinos, que desfilam até em honra das Malvinas, uma guerra que PERDERAM!!!!
No Uruguai, ao falar em Artigas, todos se emocionam. E aqui? Nos emocionamos com "Pelé, o Rei do Futebol", com "Lula, o Filho do Brasil", com "Ayrton Senna do Brasil"... Que triste! Claro que podemos ter admiração por ídolos do esporte, como na Argentina se venera o Maradona e como nos EUA se colecionam cards das estrelas do baseball, mas aqui pára nisso. Não vamos além. Podemos gostar do Pelé e do Senna (do Lula não, que é um oportunista que estaria em cana, se fosse nos EUA), poderíamos ter figurinhas, torcer, chorar, mas saber que, além desses, existiram pessoas que deram seu sangue à pátria, que lutaram e tomaram tiro e espadada pra defender a Terra de Santa Cruz. Duvido que um retardado de 15 anos hoje saiba quem foi Osório, quem foi Barroso, quem foi Tamandaré, quem foi Tiradentes, quem foi Bento Gonçalves, quem foi Caxias, quem foi a Princesa Isabel, quem foram os Andradas, quem foi Marcílio Dias, quem foi Joaquim Nabuco, o que fez de importante a FEB na II Guerra... Nada, somos uns boçais!
Para piorar, ainda criam o mito de que "o melhor do Brasil é o brasileiro" e que "o brasileiro não desiste nunca". Isso NÃO é patriotismo. Isso é ideologia. É repetir tanto uma idéia, mesmo contrária à realidade, para que essa seja moldada conforme aquela. Ora, o ladrão, o estuprador, o vagabundo que não trabalha, também são brasileiros, e nem por isso são o melhor. Temos que amar nossa história, nossas guerras, os atos heróicos, a firmeza de nossos antepassados, os colonizadores, os bandeirantes, os jesuítas, os índios, os negros, os brancos, os imigrantes, os que se uniram em Guararapes contra o inimigo holandês, os que defenderam o Rio contra os franceses, os que tombaram na Guerra do Paraguai, os conquistadores de Monte Castelo na II Guerra, o brio dos abolicionistas, os que defenderam nossa independência como Maria Quitéria, os corajosos como Princesa Isabel com sua Lei Áurea...
Não exaltamos nossa liberdade, exceto para distorcer seu conceito e associá-lo às idéias de esquerda.
Não exaltamos nossa história, exceto as páginas negras dos terroristas dos anos 60 e 70, hoje transformados em heróis com gordas indenizações pagas com nossos tributos.
Não honramos nosso hino nem nossa bandeira: apenas o cantamos e nos cobrimos com ela quando a Seleção joga.
Rimos dos soldados, achamos careta servir à pátria, tripudiamos de policiais civis e militares, achamos babaca acordar cedo no 7 de Setembro para assistir desfile. Nem mesmo a TV aberta passa o desfile mais...
PELA RESSURREIÇÃO DO BRASIL PROFUNDO E VERDADEIRO, ESSE QUE OS COMUNISTAS SEQUESTRARAM! PELO BRASIL QUE FOI TERRA DE SANTA CRUZ, E NÃO POR ESTE QUE EXPULSA CRISTO DOS TRIBUNAIS!
              

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Milagre de Nhá Chica é aprovado por unanimidade pela comissão médica do Vaticano


         Na manhã desta sexta-feira, 14 de outubro, recebemos uma correspondência de Dom Diamantino onde ele comunica:
            “Ontem recebi uma comunicação do postulador, Dr. Paulo Vilotta. A comissão médica da Congregação das Causas dos Santos analisou o "milagre" ocorrido por intercessão da Venerável Serva de Deus Nhá Chica em favor da senhora Ana Lúcia. Todos os 07 médicos deram voto favorável: a cura não tem explicação científica”.
          A grande graça atribuída a Nhá Chica refere-se a professora Ana Lúcia Meirelles Leite, moradora de Caxambu, Minas Gerais. Ana Lúcia foi curada de um problema congênito muito grave no coração, sem precisar passar por cirurgia, apenas pelas orações de Nhá Chica. O fato se deu em 1995.

          Desta forma, a Venerável Serva de Deus dá mais um paço em direção à beatificação. Em janeiro deste ano foram reconhecidas suas virtudes heroicas e ela foi proclamada “venerável”. Só resta agora, passar pela comissão de Cardeais e Bispos que devem confirmar a opinião dos médicos e depois, o Santo Padre Bento XVI, assinar o decreto de beatificação e marcar a data.

          Dom Diamantino conclui:
          “Dando graças a Deus, pedimos que se intensifiquem as orações, para que a Igreja eleve à honra dos altares uma autêntica brasileira: negra, filha de escrava e analfabeta. Mas mulher agraciada com dons e cheia de virtudes”.