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sexta-feira, 15 de março de 2013

Comissão Mista dos Portos e os argentinos.

Estava vendo uma reunião gravada da Comissão Mista que analisa MP dos Portos, pela TV Senado. A reunião aconteceu no mesmo dia em que surgiu para o mundo o novo Papa: dia 13/03/2013. O presidente da Comissão é o tal do  deputado José Guimarães do PT cearense. Aquele do episódio da grana na cueca. Um assessor dele foi preso no aeroporto de Congonhas com 100 mil na cueca mais uns 200 mil na maleta. 

O que surpreendeu é que em meio a uma troca de delicadezas entre o Paulinho da Força (SP) e a deputada Kátia Abreu (TO), o fodão petista aproveitou que alguém lhe cochichou no ouvido sobre a escolha do novo Papa, para tentar acalmar os ânimos desviando a conversa.

Fez comentários em tom de deboche. Disse ainda que "por essa  ninguém esperava. nem os trabalhadores e nem os deputados". E o que isso importa a ele, aos deputados ou aos trabalhadores? A eleição de um Papa diz respeito a nós católicos. Pouco importa a opinião deste deputadinho que teve o nome envolvido em episódio esdrúxulo. 

E qual o problema de ser um Papa argentino? Não só o "digno" presidente, mas podemos ouvir no vídeo, que outros deputados e senadores também fizeram piadinhas. Devem achar-se, os parlamentares, acima dos demais. Devem sentir-se superiores aos argentinos, por serem agentes políticos federais. Não troco um digno varredor de ruas argentino por qualquer deputado ou senador que estava naquela audiência pública. Não existe o mínimo de moral nestes parlamentares para tirarem sarro do povo argentino.

Ao invés de zombarem dos argentinos, deviam fazer um exame de consciência. Quem sabe assim cairiam na real, e, nem que por um momento, poderiam vislumbrar sua pequenez? Rir dos outros é sinal de pobreza espiritual, já dizia o poeta.

Abaixo o vídeo. Veja a partir de 1m47s o início do ludíbrio parlamentar:



Giovani Rodrigues

segunda-feira, 19 de março de 2012

Motivos pelos quais não é possível um católico apoiar movimentos de esquerda

por Rafael Vitola Brodbeck em 02 de outubro de 2004
Resumo: O escritor católico Rafael Vitola Brodbeck analisa, à luz da doutrina cristã, as razões pelas quais é incompatível para um católico apoiar forças de esquerda. © 2004 MidiaSemMascara.org

Exposição de Motivos - Considerando a gravíssima ignorância que reina em nosso país quanto às ideologias totalitárias e anticristãs e o que elas propõem como modelo nos terrenos da economia, da política, da história, do direito, da moral e do comportamento;

- Considerando que as organizações de esquerda, em decorrência de estarmos em uma etapa avançada do processo revolucionário, hoje se apresentam com uma capa de democracia, mudaram pontos acidentais em seu discurso e, assim aparentemente domesticadas, atraem a simpatia dos incautos;

- Considerando a infiltração de tendências marxistas em ambientes católicos desde principalmente os anos 60 e 70, causando grande confusão entre os fiéis, que não mais conhecem o pensamento social e político da Igreja e a condenação pontifícia quanto aos partidos socialistas ou proto-socialistas;

- Considerando que as heresias e os erros teológicos, sobretudo por ocasião da crise pós-conciliar, penetraram de tal forma em instituições formativas do clero e do laicato, impedindo que muitos sacerdotes, até mesmo bem-intencionados, possuam uma adequada consciência anticomunista e uma posição firme de defesa da doutrina tradicional da Igreja, com esse relativismo tão pernicioso tendo por uma de suas funestas conseqüências a falta de unidade no rebanho católico e mesmo entre alguns Bispos;

- Considerando o crescimento do Partido dos Trabalhadores, com sua fantástica ascensão às mais alta magistratura do país, e sua influência em não poucos católicos através da Teologia da Libertação, infindáveis vezes rejeitada pela Santa Sé, totalmente incompatível com a doutrina católica tal como preservada e ensinada pelo Papa e pela Tradição;

- Considerando o riquíssimo conteúdo da Doutrina Social da Igreja, ignorado pela maioria dos fiéis e mesmo por setores do clero, a qual se opõe frontalmente aos postulados socialistas, comunistas, esquerdistas, petistas etc;

- Considerando que essa mesma Doutrina Social é, por vezes, transmitida de maneira truncada, quer por ignorância quer por má-fé, como se o Papa e a Igreja Católica fosse favoráveis ao PT e suas aspirações político-filosóficas;

- Considerando que o socialismo, mais do que uma doutrina política, é toda uma forma de ver o mundo e o homem, e que, por isso, tratar desse assunto é tarefa que interessa sobremaneira à Igreja Católica, chamada a evangelizar esse mesmo homem e a reconciliar com Deus o mesmo :

Iremos propor, nesse despretensioso trabalho, as razões da ilicitude de qualquer forma de participação do católico nas fileiras do Partido dos Trabalhadores e, como diz o título, também em outros movimentos ou grupos que sustentem, em maior ou menor grau, a mesma ideologia. Que ele desfaça as eventuais confusões, converta os que estão no erro, reafirme a posição dos que se mantêm inabaláveis na defesa da doutrina católica em comunhão com o Papa, e afaste todas as dúvidas dos que, sem culpa, foram atraídos para setores e doutrinas socialistas. Silogismo que guiará nossa argumentação Chamamos silogismo ao raciocínio lógico, ordenado e concatenado, no qual de duas premissas se extrai uma conclusão.

Iremos expor um silogismo, explicitá-lo por pontos, e, a seguir, comentaremos a conclusão a que chegarmos.

Ei-lo:

Premissa maior: A Igreja condenou o socialismo.

Premissa menor: Ora, o PT é socialista.

Conclusão: Logo, o PT deve ser rejeitado por quem se considera fiel à Igreja.

Se alguém pretender refutar o conteúdo de nossa argumentação, as três únicas maneiras possíveis de fazê-lo são: a) provar que a premissa maior está errada; ou b) provar que a premissa menor está errada; ou ainda c) provar que há algum erro lógico na conclusão a partir das mesmas. De qualquer modo, a refutação do silogismo dar-se-á sustentando que o mesmo é falso, revestindo-se de aparente lógica apenas, sendo, portanto, um sofisma ou uma falácia.

Não procedendo do modo explicado, qualquer tentativa de contestação do presente libelo será fracassada, provando-se mera tergiversação, manobra notadamente diversionista, que não ataca o fulcro da questão. Explicitação das premissas

1.. A Igreja condenou o socialismo
a) citações do Magistério Pontifício que comprovam a rejeição da Igreja às doutrinas comunistas e socialistas:
"O comunismo é intrinsecamente mau, e não se pode admitir, em campo algum, a colaboração recíproca, por parte de quem quer que pretenda salvar a Civilização Cristã." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Divini Redemptoris, de 19 de março de 1937)

 "E se o socialismo estiver tão moderado no tocante à luta de classes e à propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso à sua natureza essencialmente anticristã? (...) O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico ou como 'ação', se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça (...) não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. (...) Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

"A Igreja tem rejeitado as ideologias totalitárias e atéias associadas, nos tempos modernos, ao 'comunismo' ou ao 'socialismo'. Além disso, na prática do 'capitalismo', ela recusou o individualismo e o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano." (Catecismo da Igreja Católica, 2425)

Sobre o comunismo e o socialismo: "Estas pestes, muitas vezes, e com palavras gravíssimas, foram reprovadas na Encíclica Qui Pluribus, de 9 de novembro de 1846; na Alocução Quibus Quantisque, de 20 de abril de 1849; na Encíclica Noscitis et Nobiscum, de 8 de dezembro de 1849; na Alocução Singulari Quadam, de 9 de dezembro de 1854; na Encíclica Quanto Conficiamur Moerore, de 10 de agosto de 1863." (Sua Santidade, o Papa Beato Pio IX. Syllabus, § IV)

"Não ajudar o socialismo - Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita" (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Quod Apostolici Muneris, de 1878, 34)

Falando do capitalismo "selvagem", o Papa João Paulo II, com a clareza que lhe é peculiar, reafirma a doutrina da Igreja sobre o tema: "Nesta luta contra tal sistema não se veja, como modelo alternativo, o sistema socialista, que, de fato, não passa de um capitalismo de Estado, mas uma sociedade do trabalho livre, da empresa e da participação." (Sua Santidade, o Papa João Paulo II. Encíclica Centesimus Annus, de 1o de maio de 1991, 35)

O grau de solenidade da rejeição do socialismo e do comunismo é explicitado pelo Papa: "Estas doutrinas, que nós de novo com a nossa suprema autoridade solenemente declaramos e confirmamos (...)."(Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

b) principais razões da condenação da Igreja ao socialismo:
 · o socialismo prega o igualitarismo, a supressão da sociedade de classes, ou, em suas formas mais moderadas, ao menos a atenuação desse modelo social, o que contraria a doutrina social da Igreja, que, longe de defender desigualdades injustas e iníquas, sustenta a desigualdade harmônica:
"A igualdade entre os homens diz respeito essencialmente à sua dignidade pessoal e aos direitos que daí decorrer. (...) Quando nasce, o homem não dispõe de tudo aquilo que é necessário ao desenvolvimento de sua vida corporal e espiritual. Precisa dos outros. Aparecem diferenças ligadas à idade, às capacidades físicas, às aptidões intelectuais ou morais, aos intercâmbios de que cada um pôde ser beneficiar, à distribuição das riquezas. Os 'talentos' não são distribuídos de maneira igual. Essas diferenças pertencem ao plano de Deus; Ele quer que cada um receba do outro aquilo que precisa e que os que dispõem de 'talentos' específicos comuniquem seus benefícios aos que dele precisam. As diferenças estimulam e muitas vezes obrigam as pessoas à magnanimidade, à benevolência e à partilha (...)." (Catecismo da Igreja Católica, 1935-1937)

 "Segundo a ordem estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus, os quais todos, unidos por um laço comum de amor, se ajudam mutuamente para alcançarem o seu fim último no céu e o seu bem-estar moral e material na terra."(Sua Santidade, o Papa São Pio X. Motu Próprio Fin dalla Prima, de 18 de dezembro de 1903)

"A Igreja, pregando aos homens que eles são todos filhos do mesmo Pai celeste, reconhece como uma condição providencial da sociedade humana a distinção das classes; por esta razão ela ensina que apenas o respeito recíproco dos direitos e deveres, e a caridade mútua darão o segredo do justo equilíbrio, do bem estar honesto, da verdadeira paz e prosperidade dos povos. (...) Mais uma vez o declaramos: o remédio para esses males [da sociedade] não será jamais a igualdade subversiva das ordens sociais." (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Alocução ao Patriciado e à Nobreza Romana, em 24 de janeiro de 1903) "Se [Cristo] chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica." (Sua Santidade, o Papa São Pio X. Encíclica Notre Charge Apostolique, 38)

"Não é verdade que na sociedade civil todos tenhamos direitos iguais, e que não exista hierarquia legítima." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Divini Redemptoris, de 19 de março de 1937)
"Pois bem, os irmãos não nascem nem permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis; uns inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa desigualdade material, intelectual, moral, numa mês família. (...) Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender idênticas funções a membros diversos do mesmo organismo." (Sua Santidade, o Papa Pio XII. Discurso aos fiéis da Paróquia de São Marciano, em 4 de abril de 1953)

a.. o socialismo é contrário à propriedade privada, pregando o coletivismo, seja, em sua vertente radical, pela total supressão da mesma nos meios de produção (e até nos de consumo, em alguns casos), seja, nos modelos moderados, sensivelmente diminuída (limitação da propriedade, ao seu exercício etc), ao passo em que a Igreja a defende como direito natural do homem; por ser igualitário, condena a propriedade privada e defende o coletivismo, onde tudo é de todos, o que é rejeitado pelo Decálogo e pela Doutrina Social da Igreja: "Fique bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer para todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo é a inviolabilidade da propriedade particular." (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Rerum Novarum, de 1º de maio de 1891)

"O direito de propriedade privada, mesmo em relação a bens empregados na produção, vale para todos os tempos. Pois depende da própria natureza das coisas."(Sua Santidade, o Papa João XXIII. Encíclica Mater et Magistra, de 15 de maio de 1961)

"A propriedade particular não seja esgotada por um excesso de encargos e impostos. Não é das leis humanas mas da natureza que emana o direito de propriedade individual; a autoridade pública (...) obra contra a justiça e contra a humanidade quando, sob o nome de impostos, sobrecarrega desmedidamente os bens dos particulares." (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Rerum Novarum, de 1º de maio de 1891)

"Rejeitar ou atenuar o direito de propriedade privada ou individual leva rapidamente ao coletivismo, ou pelo menos à necessidade de admitir-lhe os princípios." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

"É alheio à verdade dizer que se extingue ou se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931) Alguns distorcem o conceito da função social da propriedade, sobretudo a agrária, para tentar uma reforma rural de moldes confiscatórios. O dito acima rejeita tais pretensões. "O sétimo mandamento proíbe tomar ou reter injustamente os bens do próximo ou lesá-lo, de qualquer modo, nos mesmos bens. Prescreve a justiça e a caridade na gestão dos bens terrestres e dos frutos do trabalho dos homens. Exige, em vista do bem comum, o respeito à destinação universal dos bens e ao direito de propriedade privada. A vida cristã procura ordenar para Deus e para a caridade fraterna os bens deste mundo. I. A destinação universal e a propriedade privada dos bens No começo, Deus confiou a terra e seus recursos à administração comum da humanidade, para que cuidasse dela, a dominasse por seu trabalho e dela desfrutasse. Os bens da criação são destinados a todo o gênero humano. A terra está, contudo, repartida entre os homens para garantir a segurança de sua vida, exposta à penúria e ameaçada pela violência. A apropriação dos bens é legítima para garantir a liberdade e a dignidade das pessoas, para ajudar cada um a prover suas necessidades fundamentais e as daqueles de quem está encarregado. Deve também permitir que se manifeste uma solidariedade natural entre os homens. O direito à propriedade privada, adquirida ou recebida de modo justo, não abole a doação original da terra ao conjunto da humanidade. A destinação universal dos bens continua primordial, mesmo se a promoção do bem comum exige o respeito pela propriedade privada, pelo respeito direito e exercício. 'Usando aqueles bens, o homem que possui legitimamente as coisas materiais não as deve ter só como próprias dele, mas também como comuns, no sentido de que elas possam ser úteis não somente a ele, mas também aos outros.' A propriedade de um bem faz de seu detentor um administrador da Providência, para fazê-los frutificar e para repartir os benefícios dessa administração a outros, a seus parentes, em primeiro lugar.

Os bens de produção - materiais ou imateriais -, como terras ou fábricas, competências ou profissões, requerem os cuidados de quem os possui para que sua fecundidade aproveite ao maior número possível. Os detentores os bens de uso e de consumo devem usá-los com moderação, reservando a melhor parte ao hóspede, ao doente e ao pobre. A autoridade política tem o direito e o dever de regulamentar, em função do bem comum, o exercício legítimo do direito de propriedade." (Catecismo da Igreja Católica, 2401-2406)

"Os sectários do socialismo, apresentando o direito de propriedade como uma invenção humana que repugna à igualdade natural dos homens, e reclamando o comunismo dos bens, declaram que é impossível suportar com paciência a pobreza e que as propriedades e regalias dos ricos podem ser violadas impunemente. Mas a Igreja, que reconhece muito mais útil e sabiamente que existe a desigualdade entre os homens, naturalmente diferentes nas forças do corpo e do espírito, e que esta desigualdade também existe na propriedade dos bens, determina que o direito de propriedade ou domínio, que vem da própria natureza, fique intacto e inviolável para cada um." (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Quod Apostolici Muneris, de 1878)

"Não se oponha também à legitimidade da propriedade particular o fato de que Deus concedeu a terra a todo o gênero humano para a gozar, porque Deus não a concedeu aos homens para que a dominassem confusamente todos juntos. Tal não é o sentido dessa verdade. Ela significa, unicamente, que Deus não assinou uma parte a nenhum homem em particular, mas quis deixar a limitação das propriedades à indústria humana e às instituições dos povos. Aliás, posto que dividida em propriedades particulares, a terra não deixa de servir à utilidade comum de todos, atendendo a que ninguém há entre os mortais que não se alimente do produto dos campos. Quem os não tem, supre-os pelo trabalho, de maneira que se pode afirmar, com toda a verdade, que o trabalho é o meio universal de prover às necessidades da vida, quer ele se exerça num terreno próprio, quer em alguma arte lucrativa cuja remuneração, apenas, sai dos produtos múltiplos da terra, com os quais se ela comuta." (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Rerum Novarum, de 1º de maio de 1891) Com tais afirmações, o Romano Pontífice fere de morte as alegações do Movimento Sem-Terra (MST), uma vez que não pelo fato de alguns não terem a propriedade rural que deixarão de trabalhar: podem fazê-lo na propriedade dos outros, como empregados; e mesmo os urbanos se beneficiam dos frutos da terra, comendo-os, comprando-os com o dinheiro que recebem por seus labores etc.

"(...) a teoria socialista da propriedade coletiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles mesmos a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos (...)"(Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Rerum Novarum, de 1º de maio de 1891) "A própria natureza exige a repartição dos bens em domínios particulares, precisamente a fim de poderem as coisas criadas servir ao bem comum de modo ordenado e constante. Este princípio deve ter continuamente diante dos olhos quem não quer se desviar da reta senda da verdade." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

· o socialismo tem uma visão deturpada da História, baseada na filosofia substancialmente dialética, a qual foi reiteradas vezes condenada pela Igreja, e que se expressa pela chamada "luta de classes", sempre vendo os processos históricos como conflitos entre um pólo opressor (tese) e um oprimido (antítese), os quais produzem um resultado (síntese), que evoluirá para outro conflito revolucionário; essa filosofia é oposta aos postulados de Santo Tomás de Aquino e dos grandes Doutores da Igreja; a História no pensamento socialista é fundamentalmente materialista, e o ateísmo dessa doutrina não é mero acidente, senão ponto essencial de sua concepção de mundo;

· o socialismo cai, ainda, no erro filosófico do historicismo, condenado pelo Papa: O historicismo "consiste em estabelecer a verdade de uma filosofia sobre a base de sua adequação a um determinado período e um determinado objetivo histórico. Desse modo, ao menos implicitamente, se nega a validez perene da verdade. O que era numa época, sustenta o historicista, pode não ser verdade noutra."(Sua Santidade, o Papa João Paulo II. Encíclica Fides et Ratio, de 14 de setembro de 1998, nº 87)

· o socialismo tem uma visão antropológica igualmente deturpada, avessa ao ensino da Igreja:
"Aprofundando agora a reflexão delineada, e fazendo ainda referência ao que foi dito nas Encíclicas Laborem Exercens e Sollicitudo Rei Socialis, é preciso acrescentar que o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem e do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção de pessoa, deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada. O homem, de fato, privado de algo que possa 'dizer seu' e da possibilidade de ganhar com que viver por sua iniciativa, acaba por depender da máquina social e daqueles que a controlam, o que lhe torna muito mais difícil reconhecer a sua dignidade de pessoa e impede o caminho para a constituição de uma autêntica comunidade humana." (Sua Santidade, o Papa João Paulo II. Encíclica Centesimus Annus, de 1o de maio de 1991, 13)

· a matriz filosófica do socialismo é a mesma do liberalismo/iluminismo, o que acarreta sua condenação, eis que o pensamento liberal também foi rejeitado pela Igreja; mesmo que alguns neguem, o socialismo, o comunismo, o nazismo, o fascismo, são filhos do liberalismo, pois tanto faz dizer que a verdade é criada pelo proletariado representado pelo Estado (socialismo e comunismo), pela raça pura comandada pelo Estado (nazismo), pelo Nação dirigida pelo Estado (fascista), ou pela maioria democrática (liberalismo): todas essas hipóteses são contrárias à visão católica de que a verdade é absoluta, aferível pela razão humana e revelada por Deus; herdeiro do liberalismo - ainda que finja combatê-lo -, pesam contra o comunismo todos os erros daquele - falsa noção de liberdade, equivocado entendimento quanto às relações entre Estado e Igreja etc;

· o socialismo defende o aborto, o feminismo radical, e, nas suas vertentes mais modernas e avançadas, também a prática homossexual, tudo condenado pela doutrina católica;

· o socialismo, por todos os seus postulados, é incompatível com a Doutrina Social da Igreja;

· a experiência socialista em todos os países em que foi implantada teve como conseqüência obrigatória a violência desordenada: veja-se Pol Pot, Mao-Tsé Tung, Fidel Castro, Josef Stálin, Ho Chi Min, Tito etc;

· o socialismo perseguiu a religião, pois é ponto pacífico na doutrina socialo-comunista o ódio a qualquer manifestação de culto a Deus, em especial à Fé Católica, que é a verdadeira Revelação de Cristo; isto foi traduzido em milhões de mortos pelos regimes comunistas e em perseguições dos mais variados matizes mesmo em Nações de socialismo dito moderado;

· o socialismo é obrigatoriamente estatizante, dando todo o poder ao Estado, como representante máximo das aspirações do proletariado, mesmo quando este afirma não querer tal regime (no que Gramsci, teórico comunista italiano, dizia que estava o povo sendo manipulado e que, por não ter a vontade livre, deveria ser representado sempre pelo Intelectual Coletivo, i.e., pelo Partido); a Igreja Católica, ao contrário, embora não defenda o liberalismo econômico que gera o capitalismo "selvagem", propõe o princípio da subsidiariedade, em que o Estado tem de ser forte, com autoridade suficiente, e interventor quando necessário, para manter a moral no mercado e nas relações, mas dando a liberdade que os socialistas não desejam nessa matéria; a Igreja prega a iniciativa privada com responsabilidade, ao passo que os diversos sistemas socialistas ensinam que o Estado deve coletivizar tudo ou, pelo menos, supervisionar de modo excessivo, caindo no totalitarismo que lhe é característico (daí sua semelhança com o nazi-fascismo, novamente):
"Ora, sem dúvida alguma, segundo a doutrina social da Igreja, o Estado tem seu papel próprio na ordenação da vida social. Para desempenhar esse papel, deve mesmo ser forte e ter autoridade. Mas os que o invocam continuamente e lançam sobre ele toda a responsabilidade, o conduzem à ruína e fazem mesmo o jogo de certos poderosos grupos interessados." (Sua Santidade, o Papa Pio XII. Discurso ao VII Congresso da UCID, em 7 de março de 1957)
"Deve-se afirmar que no campo econômico a parte principal compete à iniciativa privada dos cidadãos, quer ajam isoladamente, quer associados de diferentes maneiras a outros para a consecução de interesses comuns." (Sua Santidade, o Papa João XXIII.Encíclica Mater et Magistra, de 15 de maio de 1961)
 "Deve-se respeitar o princípio de subsidiariedade: uma sociedade de ordem superior não deve interferir na vida interna de uma sociedade de ordem inferior, privando-a das suas competências, mas deve antes apoiá-la em caso de necessidade e ajudá-la a coordenar a sua ação com a das outras componentes sociais, tendo em vista o bem comum." (Sua Santidade, o Papa João Paulo II. Encíclica Centesimus Annus, de 1o de maio de 1991, 48)
"Permanece, contudo, imutável aquele solene princípio da filosofia social: assim como é injusto subtrair aos indivíduos o que eles podem fazer com a própria iniciativa e esforço, para o confiar à coletividade, do mesmo modo passar para uma sociedade maior e mais elevada o que sociedades menores e inferiores, podiam conseguir, é uma injustiça, um grave dano e perturbação da boa ordem social. O fim natural da sociedade e da sua ação é coadjuvar os seus membros, e não destruí-los nem absorvê-los." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

a.. pelo igualitarismo, o socialismo tende a favorecer toda a sorte de comportamentos contrários à Moral - os partidos de esquerda identificam-se com a promoção do aborto, das "uniões homossexuais", do amor-livre etc;

b.. a filosofia comuno-socialista nega diretamente Deus e a existência de uma moral objetiva;

c. o socialismo não subordina as idéias à realidade, negando a verdade, portanto, e primando pela ideologia; ao contrário, a Igreja, sobretudo através da magistral obra de Santo Tomás de Aquino, sustenta ser a verdade justamente a adequação da idéia à realidade, no que entra em confronto direto com a filosofia socialista; d. o socialismo, quando não está ainda no poder, insufla a revolta ilegítima do povo contra a autoridade constituída, com uma série de expedientes que não são aprovados pela Moral da Igreja: "'A sociedade humana não estará bem constituída nem será fecunda a não ser que lhe presida uma autoridade legítima que salvaguarde as instituições e dedique o necessário trabalho e esforço ao bem comum.'

Chama-se 'autoridade' a qualidade em virtude da qual pessoas ou instituições fazem leis e dão ordens a homens, e esperam obediência da parte deles. Toda comunidade humana tem necessidade de uma autoridade que a dirija. Tal autoridade encontra seu fundamento na natureza humana. É necessária à unidade da cidade. Seu papel consiste em assegurar enquanto possível o bem comum da sociedade. A autoridade exigida pela ordem moral emana de Deus: 'Todo homem se submeta às autoridades constituídas, pois não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram estabelecidas por Deus. De modo que aquele que se revolta contra a autoridade opõe-se à ordem estabelecida por Deus. E os que se opõem atrairão sobre si a condenação' (Rm 13,1-2).

O dever da obediência impõe a todos prestar à autoridade as honras a ela devidas e cercar de respeito e, conforme seu mérito, de gratidão e benevolência as pessoas investidas de autoridade. Deve-se ao papa S. Clemente de Roma a mais antiga oração da Igreja pela autoridade política: 'Concedei-lhes, Senhor, a saúde, a paz, a concórdia, a estabilidade, para que exerçam sem entraves a soberania que lhes concedestes. Sois vós, Mestre, rei celeste dos séculos, quem dá aos filhos dos homens glória, honra e poder sobre as coisas da terra. Dirigi, Senhor, seu conselho segundo o que é bom, segundo o que é agradável a vossos olhos, a fim de que, exercendo com piedade, na paz e mansidão, o poder que lhes destes, vos encontrem propício.' Se, por um lado, a autoridade remete a uma ordem fixada por Deus, por outro, 'são entregues à livre vontade dos cidadãos a escolha do regime e a designação dos governantes.'

A diversidade dos regimes políticos é moralmente admissível, contanto que concorram para o bem legítimo da comunidade que os adota. Os regimes cuja natureza é contrária natural, à ordem pública a aos direitos fundamentais das pessoas[1] não podem realizar o bem comum das nações às quais são impostos. A autoridade não adquire de si mesma sua legitimidade moral. Não deve comportar-se de maneira despótica, mas agir para o bem comum, como uma 'força moral fundada na liberdade e no senso de responsabilidade.'

A legislação humana não goza do caráter de lei senão na medida em que se conforma à justa razão; de onde se vê que ela recebe seu vigor da lei eterna. Na medida em que ela se afastasse da razão, seria necessário declará-la injusta, pois não realizaria a noção de lei; seria antes uma forma de violência. A autoridade só será exercida legitimamente se procurar o bem comum do grupo em questão e se, para atingi-lo, empregar meios moralmente lícitos. Se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências. 'Neste caso, a própria autoridade deixa de existir, degenerando em abuso do poder.' 'É preferível que cada poder seja equilibrado por outros poderes e outras esferas de competência que o mantenham em seu justo limite. Este é o princípio do 'estado de direito', no qual é soberana a lei, e não a vontade arbitrária dos homens." (Catecismo da Igreja Católica, 1897-1904)

c) citações de outros pensadores católicos, Santos e eclesiásticos:
"Por fidelidade ao Evangelho e à doutrina da Igreja, a Legião de Cristo sempre vai estar muito atenta à problemática social que aflige o mundo e, na medida das suas possibilidades, vai agir para que todas as suas instituições e as pessoas que tiverem contato com ela também se imbuam desta mesma consciência social. A Legião e o Regnum Christi vão ter sempre no coração da sua espiritualidade os mesmos sentimentos de Cristo para com os pobres e excluídos, as pessoas humildes, os que sofrem injustiças. A nossa luta em favor do homem é uma luta pelo humanismo autêntico, que pretende abrir o homem à Boa Nova, à fé em Cristo e, a partir daí, abri-lo aos caminhos da justiça e da caridade. Mas não vai cair nas soluções fáceis da luta de classes e do recurso à violência, simplesmente porque são anti-evangélicos e anti-humanos. A ideologia da luta de classes mostrou a sua incapacidade histórica, com a queda estrondosa dos regimes marxistas. Seu resultado foi a geração de novas violências e sistemas totalitários e ditatoriais, que destruíram não somente a liberdade dos homens, mas até mesmo a própria vida econômica. Nós procuramos, ao contrário, a mudança radical do coração humano, fruto da conversão interior do homem que, tocado pela graça, se abre à fé em Cristo e às necessidades do irmão. A nossa missão é trabalhar pela instauração do Reino de Cristo na sociedade, através da pregação da Boa Nova do Reino, por meio de uma ação claramente sobrenatural e transcendente, que muda o coração dos homens, criando as bases de uma civilização da justiça e do amor."(MACIEL, Pe. Marcial, LC. Apud COLINA, Jesús. Minha vida é Cristo, São Paulo: CEFID/Logos, 2003, pp. 108-109)

"No emaranhado de opiniões, idéias, partidos e movimentos hodiernos, nada esclarecedores, pergunta-se ansiosamente de que lado está a Igreja. Há padres hoje, e Bispos até, que defendem os partidos de esquerda, chegando a ponto de apresentá-los como os únicos confiáveis. Há os que propugnam a luta de classes, a reforma agrária socialista, a invasão de terras alheias, propondo como modelo os países comunistas. É essa afinal a posição da Igreja? Nós respondemos categoricamente: não! A posição da Igreja não é constituída pelas idéias desta ou daquela personagem eclesiástica, seja ela qual for, mas sim pela tradição doutrinária que nos foi legada por Nosso Senhor, pelos Apóstolos e enriquecida pelo ensinamento dos Papas, Concílios, Santos e Doutores da Igreja. E esse ensinamento perene defende a propriedade privada, condena o comunismo, o socialismo, a luta de classes, prega as virtudes cristãs da justiça e da caridade, ensina que amar os pobres não é odiar os ricos, promovendo assim através da prática de uma moral sadia a verdadeira harmonia e felicidade social. (...) Não nos iludamos. Desconfiamos dos discursos demagógicos que, através de propostas humanitárias e aparentemente cristãs, terminam afinal na luta de classes, na agitação, no igualitarismo e no materialismo ateu com a mais completa negação de Deus e da mentalidade cristã. É hora de tirar da estante as encíclicas de Leão XIII e Pio XI sobre a questão social, que refletem com precisão a doutrina da Igreja e são leitura utilíssima e esclarecedora na atual conjuntura religiosa. A solução para o problema social não está no socialismo ou comunismo, mas sim na prática da justiça e caridade, com a formação da verdadeira consciência cristã, alicerce da verdadeira ordem social."(RIFAN, D. Fernando Arêas. De que Lado está a Igreja?, in Quer Agrade, Quer Desagrade, Campos: ed. do autor, 1999, pp. 123-124)

"E como o oposto do socialismo ou comunismo não é o liberalismo econômico ou o capitalismo, mas sim o catolicismo, será pela propagação das verdadeiras idéias cristãs que construiremos a direita e o anticomunismo dignos deste nome. O resto é ilusão e perda de tempo." (RIFAN, D. Fernando Arêas. A Fraqueza dos Bons, in Quer Agrade, Quer Desagrade, Campos: ed. do autor, 1999, p. 104) "O igualitarismo moderno, de inspiração atéia, é contrário não somente à Revelação, senão também à natureza. É uma ideologia falsa, que somente fazendo violência à realidade das coisas pode se afirmar. Sabemos cientificamente que, por exemplo, em qualquer associação de viventes - uma manada de lobos - domina a confusão e a ineficácia até que nela se estabeleça uma estruturação hierárquica, que implica relações desiguais. Pois bem, a autoridade - a hierarquia, a desigualdade -, que é natural entre os animais, segue sendo natural entre os homens. Certamente nas sociedades humanas haverá que se distinguir - mas não entre os animais - desigualdades justas, procedentes de Deus, conformes à natureza, e desigualdades injustas, nascidas da maldade dos homens: temos, pois, de afirmar as primeiras e combater as segundas. Porém, em todo o caso, deve restar claro que o princípio igualitário, enquanto tal, é injusto, é violento, é contrário à natureza." (RIVERA, Pe. José; IRABURU, Pe. José María. Síntesis de Espiritualidad Católica, 6ª ed.,Pamplona: Fundación Gratis Date, 2003, p. 16) "Inclusive pode ser bom possuir riquezas, ou seja, uma abundância de bens claramente superior à média. Se Deus criou o mundo naturalmente hierárquico e desigual, é indubitável que na Providência divina ricos e pobres têm seu lugar. Não é vontade de Deus que todos sejam iguais na posse dos bens deste mundo. Ou, em outras palavras: pode haver riquezas legitimamente adquiridas e honestamente possuídas. Pode haver, sem dúvida, riquezas benéficas, realmente postas a serviço de Deus e do bem comum dos homens." (RIVERA, Pe. José; IRABURU, Pe. José María. Síntesis de Espiritualidad Católica, 6ª ed., Pamplona: Fundación Gratis Date, 2003, p. 339)

"(...) é lei natural que os seres superiores movam os inferiores, pela virtude mais excelente que Deus lhes conferiu" e também que "os inferiores devem obedecer aos superiores." (Santo Tomás de Aquino. S. Th., II-II, q. 104, a. 1) "(...) também as riquezas, enquanto são certo bem, são algo divino, principalmente quando dão possibilidade de fazer muitas obras boas." (Santo Tomás de Aquino.Quodlibeto, 10, q. 6, a. 12, ad 2m) "Em tais condições, a coexistência pacífica da Igreja com o comunismo deve ser recusada pelos católicos:
1º argumento. - A ordem temporal exerce uma ação formadora - ou deformadora - profunda sobre a alma dos povos e dos indivíduos. A Igreja não pode, pois, aceitar uma liberdade que implique em calar sobre os erros do regime comunista, criando no povo a impressão de que Ela não os condena.

2º argumento. - Renunciando a ensinar os preceitos do Decálogo que fundamentam a propriedade privada (7º e 10º Mandamentos), a Igreja apresentaria uma imagem desfigurada do próprio Deus. O amor de Deus, a prática da virtude da justiça e o pleno desenvolvimento das faculdades do homem, e, portanto, a sua santificação, ficariam assim gravemente prejudicados.

3º argumento. - A Igreja não pode aceitar o comunismo como um fato consumado e um "mal menor". 1. Quanto à primeira condição, parece-nos que a resposta deve ser negativa, à vista da força suasória que têm uma metafísica e uma moral concretizadas num regime, numa cultura, num ambiente. A missão docente da Igreja não consiste só em ensinar a verdade, mas também em condenar o erro. Nenhum ensino da verdade é suficiente enquanto ensino, se não inclui a enunciação e refutação das objeções que contra a verdade se possam fazer. "A Igreja - disse Pio XII - sempre transbordante de caridade e de bondade para com os desgarrados, mas fiel à palavra de seu Divino Fundador, que declarou. "Quem não está coMigo, está contra Mim" (Mat. 12, 30), não pode faltar a seu dever de denunciar o erro e de arrancar a máscara aos semeadores de mentiras..." (Radiomensagem do Natal de 1947 - "Discorsi e Radiomessagi", vol. IX, p. 393). No mesmo sentido se exprimiu Pio XI: "O primeiro dom de amor do Sacerdote ao seu meio, e que se impõe da maneira mais evidente, é o dom de servir à verdade, à verdade inteira, e desmascarar e refutar o erro sob qualquer forma, máscara ou disfarce com que se apresente" (Encíclica "Mit Brennender Sorge", de 14 de março de 1937 - AAS, vol. XXIX, p. 163).

É da essência do liberalismo religioso a falsa máxima de que para ensinar a verdade não é necessário impugnar ou refutar o erro. Não há formação cristã adequada, que prescinda da apologética. Resulta particularmente importante notá-lo, à vista do fato de que a maioria dos homens tende a aceitar como normal o regime político e social em que nasce e vive, e de que o regime exerce a este título uma influência formativa profunda sobre as almas. Para medir em toda a sua extensão o poder dessa ação formativa, examinemo-la em sua razão de ser e em seu modo de operar. Todo regime político, econômico e social se baseia, em última análise, em uma metafísica e em uma moral. As instituições, as leis, a cultura e os costumes que o integram, ou com ele são correlatos, refletem na prática os princípios dessa metafísica e dessa moral.
Pelo próprio fato de existir, pelo natural prestígio do Poder Público, bem como pela enorme força do ambiente e do hábito, o regime induz a população a aceitar como boas, normais, até indiscutíveis, a cultura e a ordem temporal vigentes, que são as conseqüências dos princípios metafísicos e morais dominantes. E, ao aceitar tudo isto, o espírito público acaba por ir mais longe, deixando-se penetrar como por osmose, por esses mesmos princípios, habitualmente entrevistos de modo confuso, subconsciente, mas muito vivo, pela maior parte das pessoas.

A ordem temporal exerce pois uma ação formadora - ou deformadora - profunda sobre a alma dos povos e dos indivíduos. Há épocas em que a ordem temporal se baseia em princípios contraditórios, que convivem em razão de um tal ou qual ceticismo com colorido quase sempre pragmatista. Em geral, esse ceticismo pragmático passa daí para a mentalidade das multidões. Outras épocas há, em que os princípios metafísicos e morais que servem de alma à ordem temporal são coerentes e monolíticos, na verdade e no bem como na Europa do século XIII, ou no erro e no mal como na Rússia ou na China de nossos dias. Então, esses princípios podem marcar-se a fundo nos povos que vivem em uma sociedade temporal por eles inspirada.

O viver em uma ordem de coisas assim coerente no erro e no mal já é de si um tremendo convite à apostasia. No Estado comunista, oficialmente filosófico e sectário, esta impregnação doutrinária na massa é feita com intransigência, amplitude e método, e completada por uma doutrinação explícita incansavelmente repetida a todo propósito. Ao longo de toda a História não há exemplo de pressão mais completa em seu conteúdo doutrinário, mais sutil e polimórfica em seus métodos, mais brutal em suas horas de ação violenta, que a exercida pelos regimes comunistas sobre os povos que estão sob seu jugo. Num Estado assim totalmente anticristão não há meio de evitar esta influência senão instruindo os fiéis sobre o que ele tem de ruim. Face a tal adversário, mais ainda do que face a qualquer outro, a Igreja não pode, pois, aceitar uma liberdade que implique em renunciar sincera e efetivamente ao exercício, franco e eficiente, de sua função apologética. 2. Quanto à segunda condição, também nos parece que não é aceitável, tendo em vista não só a incompatibilidade total entre o comunismo e a doutrina católica, como particularmente o direito de propriedade em suas relações com o amor de Deus, a virtude da justiça e a santificação das almas.

Para a recusa desta segunda condição há antes de tudo uma razão de caráter genérico.A doutrina comunista, atéia, materialista, relativista, evolucionista, colide do modo mais radical com o conceito católico de um Deus pessoal, que promulgou para os homens uma lei em que se consubstanciam todos os princípios da moral, fixos, imutáveis, e consentâneos com a ordem natural. A "cultura" comunista, considerada em todos os seus aspectos e em cada um deles, conduz à negação da moral e do direito. A colisão do comunismo com a Igreja não se dá, pois, apenas em matéria de família e de propriedade. E é sobre toda a moral, sobre toda a noção do direito, que a Igreja se deveria então calar. Não vemos, portanto, a que resultado tático conduziria um "armistício ideológico" entre católicos e comunistas circunscrito a estes dois pontos, se em todos os outros a luta ideológica continuasse." (OLIVEIRA, Plínio Corrêa de Oliveira. Acordo com o regime comunista: para a Igreja, esperança ou autodemolição?)
"Não podemos usar a tática da avestruz, achando que o problema se resolve ao ser ignorado. Mas não podemos recorrer a soluções que não são do Evangelho, como as que alguns autores de certas teologias da libertação procuram, ao pretender unir, numa falsa aliança, o Evangelho e a luta de classes. Não negamos a possível boa intenção destas pessoas; só Deus pode julgar o interior de cada homem. Mas o que podemos fazer - como foi feito pelo Magistério da Igreja, que sobre esse assunto emitiu duas declarações pela Congregação da Doutrina da Fé, guiada pelo cardeal Josef Ratzinger - é afirmar claramente que as teologias da libertação que admitem a análise marxista - e com muita freqüência, também certos elementos da sua filosofia materialista de fundo - são incompatíveis com a doutrina social da Igreja. A nossa preocupação em matéria social, portanto, é aplicar os grandes princípios da doutrina social da Igreja, procurando conscientizar os leigos, especialmente os que têm mais possibilidades devido à sua posição política, econômica ou social, para que eles apliquem esses princípios no próprio raio de ação. É um trabalho lento e pouco vistoso, mas eficaz, a longo prazo. Através da formação e da projeção apostólica dos leigos, é possível realizar obras de grande envergadura no âmbito do desenvolvimento social e econômico."(MACIEL, Pe. Marcial, LC. Apud COLINA, Jesús. Minha vida é Cristo, São Paulo: CEFID/Logos, 2003, pp. 107)
"Alguns cristãos pregam como norma a resistência aos poderes, e como exceção o dever de obediência. Adornam sua doutrina com algumas citações bíblicas, nas quais se faz alusão pejorativa aos 'poderosos' (o Magnificat, por exemplo, em Lc 1,52), mas a verdade é que repelem a Revelação. É certo que os poderes políticos e outras modalidades de autoridade civil estão geralmente mais ou menos corrompidos, e que raras vezes são de todo sadios tanto em sua origem como em seu exercício. Sem embargo, ainda que sejam assim as coisas, o dever cristão da obediência cívica está normalmente vigente, e só excepcionalmente há de ceder a outras exigências morais contrárias. Isto é o que ensinaram Jesus e os Apóstolos em tempos terríveis. Os que aceitam esta doutrina terão às vezes problemas de discernimento à hora de aplicá-la na prática. Porém, os que rechaçam tal doutrina de Cristo, como poderão aplicá-la com prudência. Errarão sempre, necessariamente. Alguns cristãos pretendem superar as injustiças de autoridades e leis vencendo o mal com o mal. Estes querem o bem sem esperar mais, agora, sem sofrimentos próprios, a custa do que quer que seja; qualquer meio vale, se se mostra eficaz. Estão, pois, dispostos a pressionar, ridicularizar a autoridade e desprestigiá-la, armas escândalos, romper a unidade, usar de intimidações, greves selvagens ou guerras.[2] Estes são os que vêem na Cruz de Cristo a raiz de muitos males históricos. É coisa clara que se envergonham do Evangelho de Jesus (cf. Rm 1,16; 2 Tm 1,8), e que o consideram loucura e absurdo (cf. 1 Co 1,23). Pois a Revelação divina nos ensina: 'Que ninguém devolva mal pelo mal, senão que buscai sempre fazer o bem entre vós e com todos' (1 Ts 5,15). 'Não te deixes vencer pelo mal [fazendo-o tu], mas vence o mal com o bem' (Rm 12,21). A Igreja sabe que, às vezes, a violência pode ser expressão de caridade (cf. Jô 2,15), porém só a admite em casos extremos (por exemplo, GS 68c, sobre a greve; 79b-d, sobre a guerra), e se se dá um conjunto de condições (cf. Pio XI, Encíclica Firmissimam Constantiam, de 28 de março de 1937, Dz 3775-3776), ignoradas muitas vezes pelos partidários da violência." (RIVERA, Pe. José; IRABURU, Pe. José María. Síntesis de Espiritualidad Católica, 6ª ed., Pamplona: Fundación Gratis Date, 2003, p. 370 2. Ora, o PT é socialista a) está nos seus estatutos e programas (cf. www.pt.org.br) a plataforma socialista; b) nas duas primeiras candidaturas à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva utilizou como título de seu programa "Projeto Brasil Socialista"; c) a história do PT confirma sua adesão ao socialismo:

· os principais líderes e todos os fundadores eram socialistas, a maioria de tendência marxista clássica inclusive; · mesmo as correntes mais moderadas do PT são contaminadas de socialismo em maior ou menor grau;

· muitos dos caciques do Partido foram guerrilheiros e tentaram implantar um regime comunista no Brasil, como José Dirceu, José Genoíno e outros;
· os fundadores do PT pertencentes à chamada "esquerda católica" foram ou são de organizações contrárias ao ensino católico, que publicamente rejeitam a autoridade do Papa (Leonardo Boff, ex-OFM; Frei Betto, OP; Marcelo Barros, OSB; etc); muitos deles foram militantes de organizações socialistas nos anos 60 e 70, e que não abandonaram suas idéias; d) o PT apóia, de uma forma ou de outra, o MST, grupo que pretende uma reforma agrária de perfis socialistas e que não esconde isso de ninguém, contrariando, portanto, o ensino católico acima exposto; e) o PT participa oficialmente do Fórum de São Paulo (cf. www.midiasemmascara.org), organismo dos movimentos socialistas e comunistas, com vistas a elaborar planos de tomada de poder (democraticamente ou através de ações revolucionárias explícitas) na América Latina; f) os programas do PT incluem temas como cotas para negros ou para pobres em faculdades, reforma agrária, alta tributação, projetos tendentes a, em maior ou menor grau, diminuir ou suprimir a sociedade de classes e a propriedade de classes, no que demonstra ser socialista; g) a visão histórica pregada pelo PT é totalmente influenciada pela dialética materialista de Marx (opressores X oprimidos), e por isso vivem criticando os 500 anos do Descobrimento (em ultraje ao Papa, que enviou representação para as festas), e ensinando uma história distorcida pelo socialismo; h) o PT comanda, de uma forma ou de outra, as manifestações desordeiras contra a autoridade constituída, sempre que não está no poder, por ser influenciado por pressupostos socialistas, e em seu currículo constam agitações, invasões, badernas, tentativas revolucionárias; i) o PT apóia Chávez, Castro, e outros ditadores comunistas, como o presidente do Gabão, elogiado por Lula em sua recente visita à África; j) o PT tem uma forte aliança com a teologia da libertação, diversas vezes condenada pelo Papa tanto por seus erros sociais e políticos quanto por seus erros teológicos; k) a cultura interna do PT é notadamente socialista ou simpatizante do socialismo:

· celebração de heróis socialistas e comunistas (Fidel, Lênin, Mao, Ho Chi Min, Pol Pot e, principalmente, Che) em camisetas e bandeiras petistas;

· o símbolo do PT é socialista: a estrela amarela sobre um fundo vermelho da URSS, da China comunista, da Internacional Socialista, de vários partidos comunistas ao redor do mundo (PSOE - Espanha; PSB, PPS, PCdoB, PCB, PSTU e PCO - Brasil);

· os intelectuais do PT não negam sua inspiração em Antonio Gramsci, teórico comunista italiano, e fundamentam suas teses com pressupostos de matriz socialista (igualitarismo, coletivismo, oprimido X opressor, negro X branco, mulher X homem, pobre X rico etc);

· as alianças tradicionais do PT para suas campanhas são com partidos socialistas (PCdoB, PCB, PSB, PPS, PV etc), o que demonstra, no mínimo, simpatia e comunhão ideológica.
 l) a experiência dos governos do PT, notadamente no Rio Grande do Sul, pôs em prática sua ideologia socialista, com perseguição aos jornalistas, ideologização da Brigada Militar e do ensino (concursos públicos para professor com questões explicitamente pró-socialistas), catalogação dos inimigos etc; m) o PT, ainda que alguns membros não o sejam, é francamente favorável ao aborto, ao "casamento" homossexual, à eutanásia, ao feminismo radical.

3. Logo, o PT é rejeitado pela Igreja E, por isso, é claramente imoral a participação de qualquer católico, seja leigo, seja eclesiástico, seja religioso, no PT e em outros partidos socialistas: - Não pode o católico votar no PT, mesmo que não concorde com o socialismo desse partido, ou apenas porque considera que é um partido sério; - Não pode o católico fazer campanha para o PT; - Não pode o católico doar dinheiro para o PT; - Não pode o católico utilizar símbolos petistas ou levar outros a crer que comunga das idéias do PT; - Não pode o católico favorecer, de qualquer forma, o PT e sua estratégia de tomada de poder.

O católico deve, isso sim, estudar a Doutrina Social Católica, e posicionar-se politicamente de acordo com o que diz o Santo Padre, o Papa, suprema autoridade de governo e infalível autoridade de ensino da Igreja, o Vigário de Cristo na terra! [1] E esses regimes são, principalmente, os de inspiração fascista e comuno-socialista. [2] Os partidários da teologia da libertação, por serem socialistas travestidos de católicos, utilizam-se desses expedientes não só contra as autoridades injustas, como também contra as justas que, todavia, não se amoldam à sua visão igualitária de mundo. Para esses e outros marxistas, qualquer autoridade que não seja comunista ou natureza e rejeitado pela Fé Católica.

_ O autor é advogado e escritor. AVISO: Os artigos publicados com assinaturas no MSM são de responsabilidade exclusiva de seus autores e podem ser reproduzidos com a devida citação da fonte.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, diz que não arreda o pé

Em entrevista à Folha de São Paulo, Bispo de Guarulhos mantém posição. Ou seja, continua seguindo o Evangelho e o Sagrado Magistério em favor da Vida.

Notícia retirada do Blog do Fernando:

Bispo de Guarulhos diz que não recuará em mobilização contra Dilma

FÁBIO ZAMBELI
DE BRASÍLIA
Pivô da polêmica mobilização contra Dilma Rousseff, o bispo de Guarulhos (SP), d. Luiz Gonzaga Bergonzini afirma que não recuará e levará sua manifestação de veto à presidenciável às missas e celebrações das 37 paróquias da cidade.

Ele considera o PT favorável à descriminalização do aborto e divulgou artigo recomendando aos católicos que boicotem a petista.

Governado desde 2001 pelo PT, o município é o segundo colégio eleitoral do Estado, com 788 mil votantes. A campanha informal alicerçada na diocese desagradou o prefeito Sebastião Almeida.

"Sou católico e respeito a posição do religioso. Mas não posso concordar com a transformação de uma posição doutrinária da Igreja Católica em apoio ou rejeição a qualquer candidato."

Em entrevista à Folha, d. Luiz Gonzaga, 74 anos, diz não ter nada pessoal contra a candidata, mas é irredutível, mesmo após as recorrentes negativas da ex-ministra da Casa Civil.

"Ela [Dilma] segue o partido, ela é a candidata. Então eu vou matar a cobra na cabeça. Pessoalmente não tenho nada contra ela. Mas o direito à vida é o maior direito humano. O aborto é atitude covarde e criminosa. Eu não arredo o pé, não."

Leia os principais trechos da entrevista concedida pelo bispo.

Folha - Mesmo com a recomendação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pela neutralidade na campanha, o senhor decidiu explicitar sua posição contrária à candidata Dilma Rousseff. Por quê?

D. Luiz Gonzaga Bergonzini - Em primeiro ligar, que recomendação é essa? A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos. Eu segui a voz da minha consciência. Sou cristão de verdade e defendo o mandamento "não matarás". Não tem esse negócio de "meio termo".

Folha - A candidata afirma que não defende a descriminalização do aborto. Mesmo assim, o senhor cita o nome dela no artigo.

Ela [Dilma] segue o partido, ela é a candidata. Então eu vou matar a cobra na cabeça. Pessoalmente não tenho nada contra ela. Mas o direito à vida é o maior direito humano. O aborto é atitude covarde e criminosa. Eu não arredo o pé, não.

Folha - Como o senhor concluiu que ela tem essa posição? Isso nunca ficou claro e ela nega.

É o terceiro plano de governo que ela adota. Como percebeu que havia reação, foi mudando. Não vou recuar.

Folha - O senhor pretende levar ao conhecimento dos fiéis da diocese essa recomendação de não votar na candidata Dilma?

Os padres devem notificar ao povo a orientação do bispo. Eu não vou arredar o pé, não importa as consequências que eu venha sofrer, mas o que importa é minha consciência e seguir o Evangelho. Eu não tenho medo. O que pode acontecer? Deus saberá.

Folha - Inclusive nas missas, os padres vão tratar do tema? Vão citar o nome da candidata?

Tratar do tema, não. Podem citar o nome dela, porque vou mandar uma carta para os padres notificarem as pessoas da minha recomendação nas missas. Como cidadão, tenho direito de expressar minha opinião e, como bispo, tenho a obrigação de orientar os fiéis.

Folha - O senhor teme algum tipo de retaliação ou reação negativa, seja por parte da CNBB ou de partidários da candidata Dilma?

Sempre tem alguma coisa. Tenho recebido muitos e-mails. Não sei se são ameaças, mas contestando. Mas posso te dizer que muitos de apoio. As pessoas dizem: "finalmente alguém que usa calça comprida resolveu reagir".




Fontes: Blog do Fernando
            Folha de São Paulo

CNBB censura texto de D. Bergonzini.

A CNBB retirou do site oficial, este texto de D. Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo de Guarulhos, que aqui reproduzimos:

Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus
01-07-2010 - 11:35
Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de “Deus” não seja manipulado ou usurpado por “César” e vice-versa.

Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice-versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir- se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus.

Já na campanha eleitoral de 1996, denunciei um candidato que ofendeu pública e comprovadamente a Igreja, pois esta atitude foi uma usurpação por parte de César daquilo que é de Deus, ou seja o respeito à liberdade religiosa.

Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.

Na condição de Bispo Diocesano, como r e s p o n s á v e l pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21).

Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam.

Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição.

D. Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos




Fonte: Diocese de Guarulhos



quarta-feira, 19 de maio de 2010

Para os petistas que me mandam ler

Reproduzo texto excelente do amigo Taiguara, acadêmico de Direito, escritor amador, católico convicto, membro do Movimento Regnum Christi.
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Por Taiguara Fernandes de Sousa.

Não é a primeira vez que debato com um petista que me manda “ler”. Digo que “debato” apenas para dar a honra do termo ao petista, já que um petista nunca debate: um debate pressupõe o confronto de idéias. Um petista, quando muito, possui apenas um depósito mórbido de chavões prontos, enfiados cabeça adentro pela doutrinação imbecilizante do Partido. Preconceitos, não idéias.

Ademais, um petista nunca respeita a forma de um debate: sempre desce a níveis crassos de gritos e ranger de dentes. Ao interlocutor, necessário se faz pular na lama para combater o inimigo enlameado: se eles gritam, gritamos também e assim mostramos que não estamos de brincadeira.

Pois um petista, como seus amigos quadrilheiros de Sierra Maestra, só entende de altos brados retumbantes.

Assim, onde digo “debate”, leia-se “debate com um petista”, coisa que, por definição, possui natureza peculiar e bem distinta de um “debate” propriamente dito.

Mas o petista me mandou “ler”...

Isso porque ser conservador, para um petista, é estar num estágio inferior de inteligência, num nível inadmissível de miséria intelectual, que talvez somente o Ministério da Educação seja capaz de curar, após muitas provas de ENEM bem aplicadas. Ser conservador, para um petista, é ser um leproso da inteligência, um pária do esclarecimento, um não-gente no ostracismo das mentes pensantes, para o qual o único remédio é... “ler”.

Porque um petista, vocês sabem, lê muito.

Sempre que não conseguimos atingir a profundidade de suas reflexões filosófico-políticas, o petista tem a resposta: é porque não “lemos”.

“Leia!”, diz o petista aos pobres conservadores. “Leia!”, dí-lo a estas pobres mentes impensantes.

Somente pela “leitura” chegaremos um dia ao nível de intelecção que permite a um petista acusar a política econômica dos Governos anteriores de “neoliberal” e continuar utilizando a mesma política econômica em seu Governo, dizendo agora que “nunca antes na história destepaiz” houve política tão social! Será preciso muita leitura para entender como o mesmo objeto em essência poderá receber ora a impugnação, ora a louvação, a depender de quem ocupe a cadeira da Presidência.

Somente pela “leitura” chegaremos um dia ao nível de inteligibilidade que permite a um petista condenar o Governo Militar como ditatorial e torturador e louvar, quase que concomitantemente, Fidel Castro e Hugo Chávez como heróis da liberdade.

Não consigo, não consigo... Eu “leio” muito pouco!

Sim, eis o problema: pouca “leitura”.

“Leia!”, diz o petista ao conservador.

E, de pronto, encerra o debate. Dá as costas e sai orgulhoso de sua ordem vitoriosa.

Por que, afinal de contas, o que faria uma mente tão elevada com a de um petista perder tempo com pobres almas de raciocínio mórbido que, além de serem conservadoras, não lêem?!

Não, não. Deve estar correto o petista. Devemos “ler”.

Quando atingirmos, então, o seu nível de “leitura”, haveremos de debater.

Entretanto... como “ler”?

Peço vênia ao leitor, desde já, por, sendo eu pessoa de tão pouca leitura, atrever-me a fazer as seguintes considerações sobre tão nobre e profundo raciocínio da argúcia petista.

O petista me manda “ler”...

Tomemos Hugo de São Vítor. Aos petistas, que “lêem” muito, não precisarei explicar quem é. Mas aos conservadores, miseráveis de pouca “leitura”, direi que foi o maior pedagogo da história, exercendo em Paris os ofícios de professor por volta do século XII, tendo deixado uma linhagem de grandes pensadores.

No seu célebre Opúsculo sobre o modo de Aprender e Meditar, o eminente pedagogo preleciona que “os que se dedicam ao estudo devem primar simultaneamente pelo engenho e pela memória”.

O engenho e a memória estão intrinsecamente unidos no estudo bem-sucedido, sendo o primeiro “um certo vigor naturalmente existente na alma, importante em si mesmo” e a segunda “a firmíssima percepção das coisas, das palavras, das sentenças e dos significados por parte da alma ou da mente”.

“O que o engenho encontra, a memória custodia”, completa.

O engenho seria a firme vontade de conhecer – voluntas cognoscendi –, o desejo que impulsiona a alma à busca da Verdade, um vigor necessário para encontrar o conhecimento certo das coisas, conhecimento que a memória passará a custodiar.

Mas, continua Hugo de São Vítor, [d]uas coisas há que exercitam o engenho: a leitura e a meditação. Na leitura, mediante regras e preceitos, somos instruídos pelas coisas que estão escritas. A leitura é também uma investigação do sentido por uma alma disciplinada”.

A leitura - é lição vitorina - nos instrui, nos informa, é uma “investigação do sentido pela alma disciplinada”, é a recorrência aos livros, muitas vezes compaginados militarmente por horas a fio, na busca de matéria-prima para o pensamento.

Mas não é tudo.

Diz o nobre pedagogo que são duas as coisas que exercitam a voluntas cognoscendi: além da leitura, a meditação.

São palavras suas: “A meditação é uma cogitação freqüente com conselho, que investiga prudentemente a causa e a origem, o modo e a utilidade de cada coisa. A meditação toma o seu princípio da leitura, todavia não se realiza por nenhuma das regras ou dos preceitos da leitura. Na meditação, de fato, nos deleitamos discorrendo como que por um espaço aberto, no qual dirigimos a vista para a verdade a ser contemplada, admirando ora esta, ora aquelas causas das coisas, ora também penetrando no que nelas há de profundo, nada deixando de duvidoso ou de obscuro. O princípio da doutrina, portanto, está na leitura; a sua consumação, na meditação.

Assim, a leitura instrui, mas é pela meditação que a alma realmente apreende a Verdade, encontra o significado da leitura, destrincha cirurgicamente o livro, deleita-se nele, investiga com prudência, pela razão, “a causa e a origem, o modo e a utilidade de cada coisa”. Donde que a leitura não é um fim em si mesmo. Nem a meditação. A leitura é o meio inicial, ao qual se segue a meditação, para a consecução da doutrina, do conhecimento.

São lições de Hugo de São Vítor.

Onde quero chegar?

O petista me manda “ler”...

Diz-me para entulhar coisas na cabeça, mas nada sobre separá-las, organizá-las e até jogar fora o que não presta.

O petista me manda “ler”, mas ele mesmo não lê, nem medita.
 
Os petistas que mandam “ler”, quando muito, vão aos congressos do Partido, são ali doutrinados, enfiam-lhes cabeça adentro uma infinidade de chavões para que de lá saiam roboticamente militando na idolatria ao Poderoso Chefão. E ainda acusam os opositores de não “ler”.

O que lê um petista? Qual petista já leu Russell Kirk, G.K.Chesterton, Gustavo Corção, Tocqueville, Maritain, Tomás de Aquino, Aristóteles, Mises, Hayek ou Rothbard?

Mas qual conservador nunca leu Marx, Engels, Lenin e, para ficarmos entre nós, Konder?

Eu sou conservador, e já li Marx, Engels, Gramsci, Lenin e Konder.

Mas o petista que me mandou ler, nunca tocou num livro de Kirk, Chesterton, Corção, do Aquinate ou do Estagirita, só para citar alguns dentre os muitos que sei que ele não leu nem meditou – e eu, pelo menos, já li – e que por isso mesmo não estaria em condições de debater comigo de igual para igual.

Eu, conservador, já li os ideólogos dos petistas e os filósofos conservadores. O petista que me mandou ler mal leu seus ideólogos, muito menos os “meus” filósofos.

Com que autoridade os petistas me mandam “ler”?

Um petista não lê. E, quando lêem – sempre e somente os livros que o Partido lhes empurre –, não meditam. Em suma, ou não têm o princípio do conhecimento – a leitura – ou não chegam à sua consumação – a meditação.

É por este motivo que seus ideólogos – estes, sim, já leram, meditaram e são comunistas de caso pensado, por saberem os benefícios que o Estado burocrático e autoritário proporcionará aos amigos do poder – lhes apelidam sugestivamente de “idiotas úteis”: pessoas que não lêem nem meditam, e que deixaram suas mentes ser domesticadas pelo Partido, transformadas num depósito de tralhas pré-fabricadas pela ideologia. São marionetes adoradoras incondicionais do Poderoso Chefão, muito úteis à manutenção do Grande Irmão e sua quadrilha no poder.

Ou vocês acham que, sem pessoas como o petista que me mandou ler, algum comunista se manteria no poder com seus métodos econômicos falidos, sua filosofia política burra e seu jeito de governar autoritário?

Desta feita, aos petistas que me mandam “ler”, digo: “ler”? Como vocês?

Não, obrigado! Prefiro não “ler”!

Original:  En Garde!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

PNDH: a definitiva implantação do totalitarismo petista

Artigo que não deixa dúvidas sobre a incompatibilidade de um católico com o marxismo petista. Dr. Rafael, delegado de polícia, membro do apostolado Veritatis Splendor e do Regnum Christi, faz uma análise do PNDH e seu totalitarismo.
Artigo originalmente publicado no VS Blog.
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by Rafael Vitola Brodbeck

O título deste artigo traduz bem as intenções do Plano Nacional de Direitos Humanos, assinado por decreto do Presidente Lula. De fato, a simples análise de suas principais linhas nos mostra a que estado de coisas o Brasil chegou na implementação da estratégia socialista. Gramsci pode comemorar feliz no inferno: a paciência do PT, fingindo-se de manso, logrou o êxito de agora estarmos a poucos passos do sonho vermelho na Terra de Santa Cruz.

Não que não tivéssemos alertado antes. Percival Puggina, Olavo de Carvalho, Pe. Paulo Ricardo, Reinaldo Azevedo, e outros tantos, não se cansam de mostrar a verdadeira face do PT: seu compromisso com o Foro de São Paulo, organização que tenta recuperar na América Latina o que perdeu o socialismo no Leste Europeu; o apoio a terroristas e guerrilheiros comunistas de todos os matizes; o namoro promíscuo com Morales, Chávez, Corrêa, Khadafi e Fidel; o discurso estatizante; o populismo dos programas sociais; o amordaçamento da imprensa; o financiamento do MST.

Agora, com o PNDH a coisa tomou rumos verdadeiramente assustadores. Resta inequívoca a intenção de uma guinada à extrema esquerda, como veremos pelo breve comentário de alguns pontos.

1. O laicismo – distinto do princípio da laicidade albergado pela Constituição – é declarado “religião de Estado”, na prática. Com efeito, o PNDH manda que se tenha um programa com vistas a eliminar os símbolos religiosos dos prédios e repartições públicas da União, em claro desrespeito à religião da maioria esmagadora do povo, e em flagrante ignorância de nossa cultura e história.

2. Revisão da anistia, e, pior, só para um lado. Os fautores do PNDH, em cristalina atitude revanchista, querem prisão para os supostos torturadores do regime militar, jogando no lixo o conceito de segurança jurídica e os mais comezinhos princípios do Estado de Direito, como prescrição, ato jurídico perfeito etc. Se a tortura é imprescritível, o terrorismo, tal qual praticado pelos que hoje estão em postos de liderança no governo Lula, inclusive a pré-candidata Dilma Roussef, também o é. Remexer em feridas já curadas é andar na contramão da anistia, que pretendeu a pacificação social. Ao se revogar a anistia, também devemos voltar ao status quo ante, com o envio imediato dos militantes de esquerda para o exílio? A própria denominação da comissão destinada a tais investigações é de caráter absolutamente totalitário: “Comissão da Verdade”. Linguagem bem ao gosto do regime do Grande Irmão, do clássico 1984 de George Orwell.

3. Promoção do aborto como se direito reprodutivo fosse. E agora, “católicos” apoiadores do PT?

4. Audiências públicas antes de o juiz conceder liminar de reintegração de posse, quando as fazendas são invadidas por bandidos do MST. Isso é um claro desrespeito à ordem jurídica, à paz social, ao direito de propriedade, e uma ideologização do processo judicial, que deveria revestir-se de caráter técnico.
Some-se a isso toda a trajetória do PT, a tentativa de calar a imprensa livre, a ânsia por instrumentalizar a polícia e os órgãos de Estado, os “amigos” de Lula no exterior, o estatuto do partido, e os responsáveis pela redação do PNDH (entre os quais Tarso Genro e o ex-guerrilheiro Franklin Martins), temos a visão de conjunto desse cenário assustador.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Gentios no Planalto



D. Aloísio Roque Opperman, arcebispo de Uberaba e ex-bispo da Campanha, por quem tenho um carinho especial (ainda vou escrever sobre o motivo), também manifestou seu repúdio ao ditatorial PNDH-3 do Governo petista:
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Seria sumamente estranho encontrar o amador ocupando o lugar do profissional. Causaria espécie ver o enfermeiro realizar operações, deixando o médico de lado, medindo a pressão do paciente. Da mesma forma, seria meter as mãos pelos pés achar normal o sacristão celebrar Missa e o padre bater campainha. Assim como entraria na anormalidade permitir que um curioso tenha preferência ao farmacêutico para manipular remédios de alta especialização e risco. Pois é essa a impressão que me dá a redação do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). A ousadia dos idealizadores é de quem está seguro da vitória para transformar o Decreto em Lei.

Embora haja anêmicos protestos dos atingidos pelos equívocos... Fizeram uso do chefe, que está surfando triunfal, em cima da popularidade, e gozando de uma sorte inaudita, quase mágica. Por intuição ele sabe de que trata essa polêmica. Manipulam suas forças para fazer cair, inermes, as atabalhoadas resistências. Recuos – se houver – só na aparência. No grupo se encontram vários próceres inconvenientes, que a Revolução, com aplausos gerais, tirou de cena. Agora são os teóricos da nação.

Certamente não foi acaso o fato de o decreto ter sido assinado em vésperas de Natal, quando todos estão pensando em festas, presentes, alegria das crianças, em férias. Também não foi estupidez das raposas políticas começar tudo por um Decreto, em vez de chamar à discussão o Congresso Nacional. Ficou evidente que essa nação, nele descrita, não quer ficar atrás da Venezuela, de Cuba, da Espanha, em “modernização” de suas estruturas. A confusão foi perfeita ao apresentar como “direitos humanos” (a favor dos quais todos somos), ideias aceitáveis, misturadas com outras muito estranhas.

A apresentação eleitoral, com imenso poder de marketing, de que a forma de governar do grupo seria mansa e tradicional, até conservadora, manifesta-se ilusória. Se queremos, eventualmente, um socialismo moderno, não o queremos revanchista, ateu, totalitário como esse que está embutido nas entrelinhas. Aqui se visa repetir os erros de um socialismo fracassado, serôdio e requentado, o pior que já vimos no planeta. Minha experiência de vida cidadã e minhas convicções cristãs exigem que eu seja sincero e aponte o enorme terremoto destruidor que está se aproximando. “Que haja paz em teus muros, ó Jerusalém” (Sl 122, 6).
  
Dom Aloísio Roque Oppermann scj
domroqueopp@terra.com.br

Fonte: Canção Nova

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ives Gandra Martins critica o PNDH do Governo Lula

Abalizada crítica do renomado jurista brasileiro Ives Gandra Martins aos arroubos totalitários do Governo Lula no seu Programa Nacional de Direitos Humanos. 


Peixe, ainda existe isso. Lula dá (mal) exemplo



No blog En Garde foi publicado este texto pelo Sr. Taiguara Fernandes de Souza, que aqui reproduzo.  A esquerda sempre vociferou contra as apadrinhagens e peixadas da Ditadura e não é que nosso socialista presidente faz o mesmo? E o pior é que beneficia um profissional incopetente, pois levou pau em dois concursos públicos estaduais, como podemos ver na matéria. Recomendo também a leitura do artigo publicado no Veritatis Splendor assinado pelo Dr. Rafael V. Brodbeck (linkado aqui e abaixo) para uma maior compreensão desta imoralidade lulista.
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Toffoli, o antigo (será?) advogado do Presidente Lula, foi indicado por ele para Ministro do STF. Apesar de não ter nenhuma publicação, nenhum livro, nem mesmo um mestrado e ter sido reprovado duas vezes em concursos para juíz estadual - e, vale lembrar, a Constituição exige "notório conhecimento jurídico" para o cargo de ministro do STF - Toffoli foi empossado como ministro do Tribunal Excelso no dia 23 de outubro. Afinal, parece que o que vale não é a Constituição, mas sim ser amigo do Presidente Lula e advogado do PT, inclusive em casos escandalosos como o Mensalão; o que vale são os pais do Toffoli darem beijinhos no Lula [foto], os mesmos beijinhos de Judas que o Lula dá no Brasil. O Delegado Dr. Rafael Vitola Brodbeck e a Procuradora Regional da República Janice Ascari já discorreram largamente sobre os motivos de Toffoli NÃO poder ser Ministro, o que agora não adianta mais, nessa orgia vagabunda que se tornaram os Três Poderes do Brasil...

Mas, é interessante que vocês confiram o currículo do "menino do Lula". Esse currículo mostra como Toffoli realmente merece (sic!) ao cargo de ministro do STF, apesar de suas ligações... "íntimas" com o PT.
Sabem o que há no currículo de Toffoli até agora, dia 24 de janeiro, três meses depois de sua posse?
NADA!
N-A-D-A... NADA!
Absolutamente NADA!
Se duvidam, vejam no próprio site do STF.
Eu imprimi a página, antes que tirem do ar. Segue abaixo. Confiram a data no pé da imagem.
É esse o tipo de ministro que o Sr. Lula coloca no Tribunal Supremo deste país, para advogar em prol de suas sandices totalitárias!
Em que país estamos, meu Deus...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Regional Sul I da CNBB contra o Aborto

MOÇÃO APOIO APROVADA EM ITAICI PELAS 46 DIOCESES DA REGIONAL SUL 1 DA CNBB

Publicação autorizada pela Comissão Regional em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB

“Na Trigésima Primeira Assembléia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1 da CNBB, nós, Povo de Deus, reunidos de 16 a 18 de outubro de 2009 em Itaici, Indaiatuba, SP, viemos a público manifestar nossa indignação diante do sucedido com os
deputados federais Luis Bassuma (PT-BA) e Henrique Afonso (PT-AC), que foram processados, julgados e condenados pela Comissão de Ética de seu partido à pena de suspensão de suas atividades parlamentares, retirados da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e ainda instados a retirarem todas as suas iniciativas legislativas que defendem e promovem a vida humana.

Os deputados foram punidos por assumirem a defesa do direito humano primário: o direito à vida do inocente indefeso, desde a concepção.

O proceder do Partido dos Trabalhadores, como de qualquer outro partido, que se comporte da mesma forma, demonstra intolerância e desrespeito à liberdade de consciência, garantida pela Constituição Federal, provocando um retrocesso na construção do Estado Democrático, além de violar o direito fundamental à vida desde a concepção, garantido pela Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), homologado pelo nosso Congresso Nacional em 1992, e contrariando frontalmente a a mensagem central do Evangelho.

[...]

Manifestamos nossa solidariedade e apoio aos deputados pelo testemunho exemplar de cidadania e profunda consciência humana e cristã, bem como apoiamos a instalação na Câmara dos Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Aborto, para investigar a prática do aborto clandestino, sustentado pelo financiamento e interesses estrangeiros, que querem impor ao Brasil e à América Latina a política perversa do controle populacional.

Se quisermos sustentar um fundamento sólido e inviolável para os Direitos Humanos, é indispensável reconhecer que a vida humana deve ser defendida sempre, desde o momento da fecundação (Documento de Aparecida, nº 467)”. 

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Carta de Pe. Lodi a Dom Fernando Figueiredo.

‹‹ Prezado Dom Fernando. Estou em Roma, hospedado em um convento de frades franciscanos, enquanto estudo “Licenza” em Bioética. Já me havia chocado o fato de a TV Canção Nova ter chamado Sra. Dilma Rousseff para fazer a leitura em certa celebração litúrgica. Agora a imprensa noticia que o mesmo foi feito na Diocese de Santo Amaro, em uma Santa Missa celebrada pelo Padre Marcelo Rossi (ver 1 e 2). Nem sempre podemos acreditar em tudo o que a imprensa diz, mas a notícia (verdadeira ou falsa) de que uma defensora do aborto e do homossexualismo foi convidada para ler a Sagrada Escritura durante a Santa Missa precisa ser esclarecida. De outro modo, alguns cristãos (que conhecem a pré-candidata) ficarão escandalizados. Outros (que não a conhecem) pensarão que é razoável votar nela nas próximas eleições presidenciais. Sra. Dilma representa para nós o perigo de que a opressão petista venha a se perpetuar, com toda a desagregação moral  que o governo Lula tem promovido : aborto, “casamento” homossexual, adoção de crianças por homossexuais, perseguição religiosa sob o nome de combate à “homofobia”, distribuição de cartilhas de pornografia para as crianças nas escolas públicas, críticas ferozes à Igreja por defender a vida e a castidade etc. A perseguição que agora sofre Dom José Cardoso Sobrinho é uma pequena amostra do que nos espera se o Partido dos Trabalhadores conseguir eleger sua pré-candidata. Deus se compadeça de nós. Esse pesadelo precisa acabar. Subscrevo-me pedindo-lhe a bênção. Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, Presidente do Pró-Vida de Anápolis ›