Mostrando postagens com marcador São Tomás de Aquino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Tomás de Aquino. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue uma verdadeira bebida


Adoro-Te com amor, Deus escondido,
Que sob estas espécies és presente.
Dou-Te o meu coração inteiramente,
Em Tua contemplação desfalecido.


A vista, o tacto, o gosto nada sabem,
Só no que o ouvido sabe se há-de crer.
Creio em tudo o que o Filho de Deus veio dizer:
Nada mais verdadeiro pode ser
Do que a própria Palavra da Verdade.


Na cruz estava oculta a divindade,
Aqui também o está a humanidade.
E contudo, eu creio e o confesso
Que ambas aqui estão na realidade,
E o que pedia o bom ladrão eu peço.


Não vejo as chagas, como Tomé,
Mas confesso-Te meu Deus e meu Senhor.
Faz-me ter cada vez em Ti mais fé,
Uma esperança maior e mais amor.


Ó memorial da morte do Senhor!
Ó vivo pão que ao homem dás a vida!
Que a minha alma sempre de Ti viva!
Que sempre lhe seja doce o Teu sabor!

São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja 
Hino eucarístico «Adoro te devote» 

Fonte: Evangelho Cotidiano

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"A filosofia tomista está mais próxima da mente do homem comum do que a maioria das filosofias"

É o que diz G K Chesterton.

 












"A filosofia de Santo Tomás fundamenta-se na convicção comum universal de que ovos são ovos. O hegeliano pode dizer que um ovo é na verdade uma galinha, porque é parte de um processo interminável de vir-a-ser; o seguidor de Berkeley pode sustentar que os ovos poché só existem tal como existe um sonho, visto que é tão fácil considerar o sonho como a causa dos ovos quanto os ovos como a causa do sonho; o pragmatista pode acreditar que obtemos o melhor de nossos ovos mexidos esquecendo que eles um dia foram ovos e lembrando apenas do mexido. Mas nenhum discípulo de São Tomás precisa confundir o cérebro para mexer adequadamente os ovos; não precisa colocar a cabeça em nenhum ângulo estranho para olhar os ovos, olhar para eles com os olhos meio fechados ou ficar piscando um dos olhos para ver uma nova simplificação dos ovos. O tomista toma posição em plena luz do dia no meio da fraternidade dos homens, participa de sua consciência comum de que os ovos não são galinhas nem sonhos nem meros pressupostos práticos, mas coisas confirmadas pela autoridade dos sentidos, que vem de Deus."

Fonte: São Francisco de Assis e São Tomás de Aquino, Editora Ediouro. 3ª Edição - 2003 - Pág. 326.