
domingo, 26 de abril de 2009
Pensamento

segunda-feira, 20 de abril de 2009
Gilbert Keith Chesterton (1874 1936)

No entanto, apesar das suas habilidades literárias, Chesterton considerava-se acima de tudo um jornalista. Escreveu mais de 4000 artigos, entre os quais trinta anos de colunas semanais para o Illustrated London News e treze anos de colunas semanais para o Daily News, além dos textos diversos que redigiu para o seu próprio jornal, oG.K.’s Weekly. (Para se ter uma idéia, 4000 artigos equivalem a escrever um artigo por dia, todos os dias, durante onze anos. Se isso não o impressiona, tente fazê-lo, não digo por onze anos, mas por algumas semanas. E lembre se: os artigos devem ser todos bons, tão divertidos quanto profundos, e ainda por cima devem poder ser lidos com proveito daqui a cem anos.)
Chesterton movia se com igual desembaraço em crítica literária ou social, História, Política, Economia, Filosofia e Teologia. O seu estilo é inconfundível, sempre marcado pela humildade, pela consistência, pelo paradoxo, pela sagacidade e pelo encanto. Os seus escritos continuam tão atuais e permanentes hoje como no momento em que surgiram, apesar de muitos deles terem sido publicados pela primeira vez em jornais.
O homem que compôs frases tão perfeitas e profundas como "Não é que o ideal cristão tenha sido testado e considerado insuficiente; foi considerado difícil demais e deixado de lado sem testar" ("The Christian ideal has not been tried and found wanting; it has been found difficult and left untried"), media 2,09 metros de altura, pesava uns 140 quilos e costumava ter um charuto na boca. Passeava usando uma capa, um chapéu amarrotado, minúsculos óculos na ponta do nariz e uma bengala na mão, soprando alegremente o seu bigode. E quase sempre não tinha a menor idéia de onde ou quando era o seu próximo compromisso.
Esse foi o homem que, solicitado a escrever um livro sobre São Tomás de Aquino, pediu à secretária que retirasse uma pilha de livros de São Tomás da biblioteca, abriu o primeiro, folheou o do começo ao fim, fechou o e começou a ditar a obra sobre o santo teólogo. E, ao contrário do que esperaríamos, não lhe saiu um livro qualquer.
Os seus escritos foram aplaudidos e elogiados por Ernest Hemingway, Graham Greene, Evelyn Waugh, Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez, Karel Capek, Marshall McLuhan, Paul Claudel, Dorothy L. Sayers, Agatha Christie, Sigrid Undset, Ronald Knox, Kingsley Amis, W.H. Auden, Anthony Burgess, E.F. Schumacher, Neil Gaiman e Orson Welles, para só citar alguns poucos. E T.S. Eliot afirmou que Chesterton "merece o direito perpétuo à nossa lealdade".
Chesterton debateu de forma eloqüente todas as variadas ideologias surgidas no século XX: o materialismo, o determinismo científico, o relativismo moral e o agnosticismo invertebrado. Além disso, combateu tanto o socialismo quanto o capitalismo, mostrando porque ambos têm sido inimigos da liberdade e da justiça na sociedade moderna.
Mas a que coisas ele era favorável? O que defendia? Defendia o homem comum e obom senso. Defendia o pobre. Defendia a família. Defendia a beleza. E defendia a Cristandade e a Fé Católica. Temas que não andam muito em voga nas salas de aula, na mídia ou no debate público. E é provavelmente por isso que ele é desprezado. O mundo moderno prefere escritores que sejam esnobes, que tenham idéias exóticas e bizarras, que glorifiquem a decadência, que ridicularizem os católicos, que neguem a dignidade dos pobres e que digam que liberdade não implica nenhuma responsabilidade.
Mas, mesmo que Chesterton já não seja ensinado nas escolas, você não pode considerar se educado enquanto não ler o Chesterton completo. Além disso, ler todo o Chesterton é por si só uma educação quase completa. Chesterton é realmente um professor, e dos melhores. Ele não irá somente surpreendê lo. Não irá operar apenas o prodígio de fazer você pensar. Ele irá mais além: fará você rir.
Presidente da American Chesterton Society
quinta-feira, 16 de abril de 2009
CAMPANHA NACIONAL UM BUQUÊ DE ROSÁRIOS PELA MISSA TRIDENTINA

Todos nós sabemos que a implementação da Forma Extraordinária do Rito Romano nas paróquias brasileiras têm enfrentado não poucas dificuldades. A nós, que desejamos ver a Missa Tridentina rendendo excelentes frutos espirituais pelo Brasil, não nos resta outra saída senão a de nos apegarmos ao Santo Rosário, ou ao menos ao Santo Terço, rezado diariamente. Atendamos a este pedido feito por Nossa Senhora em Fátima. Fiéis a Ela, alcançaremos a graça de estar conformes ao Vigário de Cristo, o Papa Bento XVI, em seu desejo de que a Forma Extraordinária do Rito Romano se faça presente por toda parte.
Acesse: http://www.missatridentina.com.br/index
domingo, 14 de setembro de 2008
Relíquias
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| Relicário com fragmentos da Santa Cruz. |
Fonte da imagem ilustrativa: Site São Josemaria Escrivá
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
O Papa continuará distribuindo comunhão de joelhos e na boca
Na foto: Missa celebrada durante o encontro da Comunidade Católicos do orkut no Rio de Janeiro. De joelhos Dudu, atrás dele Marcelo e David.CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI distribuirá habitualmente a comunhão aos fieis de joelhos e na boca, anunciou o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.
Em uma entrevista concedida a edição italiana de 26 de junho do «L'Osservatore Romano», Dom Guido Marini responde a quem pergunta se o Papa manterá esta prática que pôde ser vista em sua última viagem à Itália, às localidades de Santa Maria de Leuca e Brindisi.
«Creio realmente que sim – considera –. Neste sentido, não se deve esquecer que a distribuição da comunhão na mão continua sendo ainda, do ponto de vista jurídico, um indulto à lei universal, concedido pela Santa Sé às conferências episcopais que o tenham pedido».
«A modalidade adotada por Bento XVI tende a sublinhar a vigência da norma válida para toda a Igreja», declara.
Esta modalidade de distribuição do sacramento, diz, «sem tirar nada da outra, sublinha melhor a verdade da presença real na Eucaristia, ajuda à devoção dos fiéis, introduz com mais facilidade no sentido do mistério. Aspecto que em nosso tempo, pastoralmente falando, é urgente sublinhar e recuperar», declara.
A quem acusa Bento XVI de querer impor modelos pré-conciliares, o mestre das celebrações litúrgicas explica que «termos como 'pré-conciliar' e 'pós-conciliar' me parece que pertencem a uma linguagem que já foi superada e, se são utilizados com o objetivo de indicar uma descontinuidade no caminho da Igreja, considero que são equivocados e típicos de visões ideológicas muito redutivas».
«Há 'coisas antigas e coisas novas' que pertencem ao tesouro da Igreja de sempre e como tais devem ser consideradas. Quem é sábio sabe encontrar em seu tesouro tanto umas como outras, sem ter outros critérios que não sejam evangélicos e eclesiais».
«Nem tudo o que é novo é verdadeiro, como tampouco o é tudo que é antigo. A verdade atravessa o antigo e o novo e a ela devemos tender sem preconceitos».
«A Igreja vive segundo essa lei da continuidade, em virtude da qual, conhece um desenvolvimento arraigado na tradição. O importante é que tudo esteja orientado a uma celebração litúrgica que seja verdadeiramente a celebração do mistério sagrado, do Senhor crucificado e ressuscitado, que se faz presente em sua Igreja, reatualizando o mistério da salvação e chamando-nos, segundo a lógica de uma autêntica e ativa participação, a compartilhar até suas últimas conseqüências sua própria vida, que é vida de dom de amor ao Pai e aos irmãos, vida de santidade».
fonte: http://blog.veritatis.com.br/2008/06/o-papa-continuar-distribuindo-comunho.html
Missa de frente para Deus - versus Deum - também no rito novo?

Por Dr. Rafael Vitola Brodbeck
Isso, aliás, não é nenhuma surpresa, uma vez que nunca a posição ad Orientem foi expressamente proibida por algum decreto, nem esse foi o desejo dos Padres do Concílio Vaticano II, autor da reforma litúrgica. Outrossim, essa é a forma histórica de oferecimento da Missa, observada inclusive pelos ritos orientais.
Mesmo assim, ainda que a norma seja a manutenção da direção do sacerdote ad Orientem, também conhecida como versus Deum foi permitida pela reforma a posição versus populum, i.e., voltado para o povo, atrás do altar, forma, aliás, que se disseminou mundialmente, tornando-se bastante popular, por força da Instrução Geral do Missal Romano.
Uma nota publicada, em 1993, pela Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos , em seu boletim Notitiae, reafirmou o valor de ambas as opções, celebração versus populum ou versus Deum, de modo que quaisquer dúvidas devem ser dissipadas.
O motivo da celebração versus Deum, ad Orientem, é principalmente o reforço do caráter do sacerdote como sendo o próprio Cristo, seu sacerdócio unido, pela Ordem, ao de Nosso Senhor e Salvador. Assim, “de costas para o povo”, o padre está, na verdade, à sua frente, como líder, como aquele que, em nome da humanidade, mostra-se diante de Deus, e, agindo Cristo por Ele, oferece um sacrifício. Virando-se para os fiéis nos momentos oportunos, é o representante de Deus que nos dá a bênção. E, desse modo, por ser Cristo Deus e Homem ao mesmo tempo, o padre, se é Seu ministro, age ora representando a humanidade ora a divindade, e a Única Pessoa de Jesus, em Suas duas naturezas, mediante o sacerdócio dos que Lhe são especialmente consagrados pelo sacramento da Ordem, oferece Seu sacrifício por nossos pecados.
“(...) a imolação incruenta, por meio da qual, depois de pronunciadas as palavras da Consagração, Jesus Cristo torna-se presente sobre o altar no estado de Vítima, é levada a cabo somente pelo sacerdote, enquanto representante da Pessoa de Cristo, e não enquanto representante da pessoa dos fiéis.” (Sua Santidade, o Papa Pio XII. Encíclica Mediator Dei)
Além do quê, na Missa, mesmo versus populum, sempre estamos “de costas” uns para os outros. Que mal há no padre também ficar?
Mais ainda, ele não está simplesmente dando as costas ao povo, mas virando-se, junto com ele, para a mesma direção. O sacerdote, na Missa versus Deum, posiciona-se exatamente com o restante dos fiéis: todos miram o mesmo alvo, todos olham para o mesmo lugar, todos estão alinhados, como um verdadeiro povo, à frente do qual está o sacerdote, seu líder. Interessante é observar que os setores liberais e progressistas, defendendo a exclusividade da Missa versus populum, acabam criando um clericalismo que eles mesmos criticam, opondo sacerdote e fiéis uns aos outros.
Além disso, por óbvio centra a atenção do povo no sacerdote e a atenção do sacerdote no povo, ao invés de ambos centrarem-se em Deus. O culto versus populum acaba, na prática, favorecendo o antropocentrismo. Evidentemente, nem todos os que celebram versus populum assim o fazem, pois é perfeitamente possível a Missa externamente voltada para o povo e, ao mesmo tempo, espiritualmente centrada em Deus. “Quando o sacerdote celebra versus populum, sua orientação espiritual deveria ser sempre versus Deum per Iesum Christum [para Deus, por meio de Jesus Cristo].” (Cardeal Joseph Ratzinger, A introdução do decano do Sacro Colégio ao livro de Uwe Michael Lang, in 30 Dias, disponível em http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=3510) Entretanto, ainda que a versus populum não seja, em si, antropocêntrica ou negadora da absoluta centralidade de Cristo na Eucaristia, não há como negar que a celebração versus Deum favorece, pela posição do sacerdote, a centralização da Missa em Deus.
Sem dúvida que em qualquer posição, o padre olha para Deus. Mas a posição versus Deum é mais simbólica nesse sentido. Até porque, por tal argumento, deveríamos, então, em vez de olhar para o altar, olharmos todos uns para os outros. O padre não fica "de costas, propriamente, mas "olhando na mesma direção que nós".
Posição esta que é tradicional não só no rito romano (seja o tradicional, seja o novo - apesar de, nesta última forma, não ser tão comum), como nos ritos orientais (e mesmo nos demais ritos latinos).
“Sobre a orientação do altar para o povo, não há sequer uma palavra no texto conciliar. Ela é mencionada em instruções pós-conciliares. A mais importante delas é a Institutio generalis Missalis Romani, a Introdução Geral ao novo Missal Romano, de 1969, onde, no número 262, se lê: “O altar maior deve ser construído separado da parede, de modo a que se possa facilmente andar ao seu redor e celebrar, nele, olhando na direção do povo [versus populum]”. A introdução à nova edição do Missal Romano, de 2002, retomou esse texto à letra, mas, no final, acrescentou o seguinte: “Isso é desejável sempre que possível”. Esse acréscimo foi lido por muitos como um enrijecimento do texto de 1969, no sentido de que agora haveria uma obrigação geral de construir - “sempre que possível” - os altares voltados para o povo. Essa interpretação, porém, já havia sido repelida pela Congregação para o Culto Divino, que tem competência sobre a questão, em 25 de setembro de 2000, quando explicou que a palavra “expedit” [é desejável] não exprime uma obrigação (...).” (Ratzinger, op. cit.)
“Por último, penso que se o sacerdote rezasse, em algumas ocasiões, a Liturgia Eucarística versus Deum – algo perfeitamente possível segundo as normas atuais –, isso também ajudaria a perceber qual é a orientação espiritual da Liturgia – em direção a Deus, o que não significa nenhum desprezo do Povo. Aliás, alguém diz para a pessoa do banco da frente: ‘você está de costas para mim’?; ou que os noivos, no sacramento do Matrimônio, estão de ‘costas para o povo’?” (BELLO, Joathas, Algumas reflexões sobre a liturgia, disponível em http://ictys.blogspot.com/2005/10/algumas-reflexes-sobre-liturgia.html)
Dr. Rafael Vitola Brodbeck
advogado - OAB/RS 57.887
Pelotas/RS
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Há uns dois sábados atrás, teve ordenação na Catedral. Ordenação de três diáconos. Matheus, meu filho mais velho, ajudou como acólito. O garoto estava radiante. Estava, talvez tão feliz quanto quanto os novos diáconos. Para ele foi algo incomum. Servir à Igreja numa festa tão bonita. Trabalhou das nove horas até às treze e trinta. Depois foi recompensado com os outros acólitos com um belo almoço no Seminário Diocesano. Mas quem mais fica feliz com tudo isso, sou eu. É gratificante para um pai católico ver seus filhos envolvidos com a Santa Igreja. Numa época tão anticatólica, é algo esperançoso.
Ainda neste dia pude ter outra satisfação: logo após deixar o Matheus na Catedral e levar minha mãe até o Banco, dei a volta no Largo. A rua lateral à Catedral estava com o transito congestionado. Bem lento, devido aos ônibus e carros que despejavam pessoas para a missa de ordenação. Muita gente de fora. Muitos padres. Novos e veteranos. Como o transito estava lento, acendi um Benson&Hedges mentolado e acompanhava tranqüilamente o vagaroso movimento dos carros. Aproximando-me do final da Catedral e próximo ao Seminário, percebo que um padre "novinho" usando um terno negro e clergyman abençoava os motoristas da frente. E isto exatamente porque estava caracterizado devidamente como um sacerdote da Igreja Católica. Ao passar ao lado dos carros, os motoristas pediam-lhe a benção. E ele prontamente assinaláva-os com o sinal da cruz. E o que mais me impressionou foi a alegria estampada no rosto do jovem sacerdote. Não pestanejei. Assim que o padre passou ao meu lado, logo roguei a ele: Sua benção, padre!
Se nossos sacerdotes soubessem a importância de se identificarem como tais, jamais deixariam de usar ao menos o clergyman.
Maria Porta do Céu
Que a Virgem interceda por todos nós.
