sexta-feira, 5 de junho de 2009

Carta de Pe. Lodi a Dom Fernando Figueiredo.

‹‹ Prezado Dom Fernando. Estou em Roma, hospedado em um convento de frades franciscanos, enquanto estudo “Licenza” em Bioética. Já me havia chocado o fato de a TV Canção Nova ter chamado Sra. Dilma Rousseff para fazer a leitura em certa celebração litúrgica. Agora a imprensa noticia que o mesmo foi feito na Diocese de Santo Amaro, em uma Santa Missa celebrada pelo Padre Marcelo Rossi (ver 1 e 2). Nem sempre podemos acreditar em tudo o que a imprensa diz, mas a notícia (verdadeira ou falsa) de que uma defensora do aborto e do homossexualismo foi convidada para ler a Sagrada Escritura durante a Santa Missa precisa ser esclarecida. De outro modo, alguns cristãos (que conhecem a pré-candidata) ficarão escandalizados. Outros (que não a conhecem) pensarão que é razoável votar nela nas próximas eleições presidenciais. Sra. Dilma representa para nós o perigo de que a opressão petista venha a se perpetuar, com toda a desagregação moral  que o governo Lula tem promovido : aborto, “casamento” homossexual, adoção de crianças por homossexuais, perseguição religiosa sob o nome de combate à “homofobia”, distribuição de cartilhas de pornografia para as crianças nas escolas públicas, críticas ferozes à Igreja por defender a vida e a castidade etc. A perseguição que agora sofre Dom José Cardoso Sobrinho é uma pequena amostra do que nos espera se o Partido dos Trabalhadores conseguir eleger sua pré-candidata. Deus se compadeça de nós. Esse pesadelo precisa acabar. Subscrevo-me pedindo-lhe a bênção. Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, Presidente do Pró-Vida de Anápolis ›

sábado, 23 de maio de 2009

Santa Rita de Cássia Santa dos Impossíveis e Advogada das Causas Perdidas

Plinio Maria Solimeo
No último quartel do século XIV, vivia em Roccaporena, bispado de Espoleto, na Úmbria, Itália, um casal modelar que tinha o dom de recompor as discórdias e os mal-entendidos, de tal modo que eram conhecidos como “os pacificadores de Jesus Cristo”. Seu nome não ficou registrado na História.

Entretanto, uma grande tristeza toldava-lhes a alma, pois não tinham filhos. Apesar de já estarem avançados em anos, continuavam rogando aos Céus para que lhes fosse concedido um herdeiro. Essa fé inabalável foi agradável a Deus, que atendeu o pedido renovando em favor desse casal o milagre que havia operado outrora com Sant’Ana e Santa Isabel. Mais ainda: um anjo apareceu à feliz futura mãe, comunicando-lhe que daria à luz uma filha, que seria muito amada de Deus e estimada por sua eminente virtude. Os pais deveriam dar-lhe o nome de Margarida (em italiano, Margherita). Com o diminutivo Rita, a futura Santa seria conhecida universalmente.

Conta-se que, quando a recém-nascida estava no berço, um enxame de abelhas brancas como a neve girava em torno de seus lábios, como se fossem flores das mais perfumadas.

Com tais sinais de predestinação, a infância e adolescência de Rita só poderiam ser de uma inteira conformidade com a vontade de Deus.

Matrimônio forçado e infeliz

Aos 12 anos Rita já era uma adolescente de coração nobre, generoso e compassivo, de entendimento vivo, sólido, penetrante e perspicaz. Nessa idade resolveu fazer voto de virgindade. Mas seus pais, embora virtuosos, tinham olhares mais mundanos. Temendo que eles logo faltassem, deixando sozinha essa filha tão longamente desejada, resolveram casá-la com um muito bom partido. Rita relutou muito em aceitar essa idéia, que ia contra seus mais profundos desejos, mas foi inspirada pelo Senhor a submeter-se à vontade dos pais, pois Deus queria que ela se santificasse em todos os estados de vida. Portanto, também no de casada.

Ora, o esposo escolhido para Rita foi Paulo Ferdinando, nobre, rico, poderoso, mas de gênio insuportável, irascível e incontinente. Apesar de a jovem esposa procurar fazer-lhe sempre a vontade e o tratar com a mais extrema docilidade, ele a maltratava com palavras e mesmo com agressão física.

Rita tudo suportava com espírito sobrenatural, sendo assistida em suas angústias pelos três santos de que era mais devota: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau Tolentino. Eles a incentivavam a carregar com paciência sua cruz, oferecendo tudo pela conversão do marido.


Conversão e morte do marido

O martírio de Rita durou 12 anos. Tocado enfim pela tão heróica virtude que via em sua esposa, Paulo começou a mudar. De colérico, altivo, soberbo e dissoluto, passou a ser modesto, humilde, casto e virtuoso.

Agradecendo muito a Deus, Rita esforçou-se então para incentivar o marido e os dois filhos, que a Providência lhe dera, a progredirem na senda da virtude.

Entretanto, não há felicidade completa nesta terra. Paulo Ferdinando foi assassinado por inimigos políticos, a quem ele outrora havia ofendido. Foi um choque tremendo para Rita, que procurou por orações e obras meritórias sufragar a alma do marido.

Como viúva, Rita foi também um modelo, a exemplo do que fora como virgem, esposa e mãe. Dedicou-se de corpo e alma a seus dois filhos, suplicando-lhes continuamente que perdoassem os assassinos do pai, e que não procurassem vingança.

Mas eles, logo após a adolescência, juraram vingar o horrendo crime. De nada valeram os pedidos e as lágrimas da mãe. Esta, então, tomou uma resolução heróica: pediu a Deus que, se eles persistissem nesse intento e fossem ofendê-Lo com tal pecado, que lhes fosse tirada a vida. E foi ouvida. Um após o outro, os dois filhos morreram com todos os auxílios da Religião, perdoando os assassinos.

Entrada milagrosa no convento

Desfeitos todos os laços que a prendiam à terra, Rita podia agora realizar seu sonho primeiro, de consagrar-se inteiramente a Deus num convento. Procurou o de Santa Maria Madalena, da Ordem de Santo Agostinho, seu patrono, e pediu admissão. Mas esta casa religiosa não recebia viúvas. Ela insistiu mais duas vezes, e nas duas foi recusada.

Resolveu então transformar sua casa num lugar de retiro, onde pudesse viver inteiramente isolada, como a mais observante das eremitas.

Num dia em que rezava fervorosamente em sua casa, ouviu batidas na porta. Quando a abriu, viu seus protetores São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que lhe disseram: “Vem, já é tempo de que entres no mosteiro no qual foste tantas vezes recusada”. Transportando-a pelos ares, fizeram-na entrar, apesar de todas as portas e janelas estarem fechadas. As freiras, diante desse milagre, viram que era vontade de Deus que Rita fosse uma delas. E a receberam de todo o coração.

Rita começou seu noviciado como a mais fervorosa das noviças. Embora procurando fugir de toda singularidade, cumpria eximiamente todos os pontos da regra.

Para provar sua obediência, a superiora mandou que regasse todos os dias um tronco seco de videira. Com a maior simplicidade ela desincumbia-se da tarefa, até que um dia, milagrosamente, o tronco germinou e dele nasceu a parreira que até nossos dias se pode ver no convento de Cássia. As religiosas enviavam cachos de uvas dessa parreira ao Santo Padre.

Em sua testa, um espinho da Coroa de Espinhos

Certo dia, ouvindo as palavras de Nosso Senhor no Evangelho, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, entrou em êxtase e compreendeu o significado mais profundo dessas palavras.

Outra vez, ouvindo um sermão de São Tiago das Marcas sobre a coroação de espinhos, sentiu uma tal compunção, que pediu a Nosso Senhor a graça de participar, pelo menos um pouco, desse divino mistério. No mesmo instante, sentiu uma violenta dor na cabeça, como se esta fosse pressionada por espinhos. E viu sair do crucifixo diante do qual rezava um raio de luz dirigido à sua testa, sentindo nela penetrar um agudo espinho. Este provocou tão repugnante chaga, que exalava mau odor, e dela saíam mesmo vermes que escorriam pela face da Santa.

Isso fez com que Rita vivesse os últimos 15 anos de sua vida isolada das outras irmãs e mais entregue à contemplação. Só uma vez desapareceu milagrosamente tal chaga. Foi quando ela quis ir a Roma com as outras irmãs, para ganhar um jubileu, e sua Superiora não o quis permitir por causa do mau odor que desprendia sua chaga. Ela rezou, e a chaga fechou-se sem deixar mesmo cicatriz. Logo que voltou ao seu convento após a viagem a Roma, a chaga reabriu-se e permaneceu até sua morte.

Entretanto, a fama da santidade de Rita extravasou os muros do convento, e muita gente vinha para vê-la. Ela previa os acontecimentos, tinha entendimento dos mais recônditos mistérios e operava milagres.

Nos últimos quatro anos de sua vida, padeceu dolorosa enfermidade, durante a qual demonstrou, em meio às dores, tranqüilidade e paciência inalteráveis. Nesse período, operou-se um milagre que se tornou universalmente conhecido. Uma amiga, que a foi visitar, perguntou-lhe se queria algo. Rita respondeu que gostaria muito de receber uma rosa e uns figos do jardim de sua antiga propriedade em Roccaporena. Estava-se no maior rigor do inverno europeu, quando a natureza parece morta. Embora estranhando muito tal pedido, a amiga foi ao citado jardim e, maravilhada, viu bonitas rosas e uma figueira carregada de frutos, que colheu e levou à Santa.

“Vida” post-mortem de Rita de Cássia

Rita entregou sua alma a Deus no dia 22 de maio de 1456. Pode-se dizer que então começou sua pós-vida.

Imediatamente depois de sua morte, os sinos de todas as igrejas de Cássia começaram a tocar por si mesmos, enquanto uma fragrância sobrenatural invadiu todo o convento. Seu corpo parecia rejuvenescido, sua face brilhava. A chaga de sua testa, tão repugnante antes, emitia raios como se fosse uma estrela.

Rita de Cássia foi beatificada no dia 2 de outubro de 1627. Nesse dia, celebraram-se em Cássia solenes cerimônias. Porém, na procissão que se formara, ocorreu viva discussão entre clérigos seculares e religiosos sobre quem devia ter a precedência. Nesse momento, em presença de milhares de peregrinos, o corpo de Rita abriu os olhos, que refulgiram como o de pessoa viva. Os gritos de “milagre!”, “milagre!” fizeram com que a disputa terminasse. Ela foi canonizada em 1900, por Leão XIII.

Outro milagre foi a conservação de seu corpo até nossos dias. Até pelo menos o início do século XX — passados, portanto, mais de quatro séculos de sua morte — no dia de sua festa, o corpo da Santa levantava-se do fundo do relicário onde está, até a superfície da grade do coro das religiosas. Notou-se também que, de tempos em tempos, o corpo muda de posição. Por exemplo, em 1926, sua face, que estava voltada para aqueles que a ela dirigiam suas preces, moveu-se, passando a olhar para o Céu.

fonte: Revista Catolicismo




segunda-feira, 18 de maio de 2009

Padre de 80 anos é preso nos EUA por protestar contra o aborto.


Numa pacífica manifestação no campus da Universidade de Notre Dame, nos EUA, foi preso e arrastado o Padre Norman Weslin. Engraçado é que num país em que a liberdade de expressão é tão exaltada, um sacerdote católico idoso é tratado de forma tão violenta.

Diz o padre aos soldados: “vocês estão prendendo um sacerdote católico por tentar salvar a vida de uma criança?! Pensem! Não percebem que estão raciocinando ao contrário?”

Comentário do pastor protestante: “Tenho o coração partido. Que dia triste para nosso país, quando um homem de Deus é preso por criticar o presidente mais favorável ao aborto da história dos Estados Unidos.”

sábado, 2 de maio de 2009

Simbolismo da Tiara Papal



Os autores dão vários significados para as três coroas. Sendo que todos se referem a um triplo poder.

O significado das três coroas evoluiu no decorrer da história. Tradicionalmente, o triplo poder (militar, civil e religioso) era igualmente exprimido por três títulos:
Pai de reis
Regente do Mundo
Vigário de Cristo

A maioria dos autores dão esta explicação:
A primeira coroa é símbolo do poder da Ordem Sagrada, pelo que o Papa é Vigário de Cristo, sucessor de São Pedro, nomeando os bispos e sendo, por excelência, o grande Pai da Cristandade.

A segunda coroa representa o poder de Jurisdição, em virtude do poder das chaves, ou seja, o de ligar e desligar na terra e no céu.

A terceira coroa representa o poder do Magistério, em virtude da infalibilidade papal. Outros autores dizem que as três coroas expressam as três fases da Igreja: militante (na terra), padecente (no purgatório) e triunfante (no céu).

Outra explicação fala das três funções do papa:
Sacerdote: (bispo de Roma)
Rei: Chefe de Estado soberano
Mestre: árbitro e detentor do magistério supremo, dotado de infalibilidade.

Ainda temos que o Papa é para os cristãos:
Sacerdote soberano
Grande juiz
Legislador

E por fim, outros dividem as coroas pelos poderes:
Temporal: Chefe de Estado soberano
Espiritual: Chefe da Igreja
Moral: superioridade em relação aos outros poderes do mundo



Fonte: http://dominusvobis.blogspot.com/

terça-feira, 28 de abril de 2009

Salvem a Liturgia!


Alguns amigos criaram um blog com a intenção de sensibilizar bispos, padres e leigos e a partir daí resgatar a Sagrada Liturgia.

Logo no início podemos ler: "Defesa e promoção da liturgia romana, de acordo com as rubricas, em estrita fidelidade ao Magistério! Forma ordinária (em latim ou vernáculo) e forma extraordinária bem celebradas. Sobriedade, solenidade e sacralidade!"
Vamos a ele:



domingo, 26 de abril de 2009

Pensamento

“A Igreja tem o que o mundo não tem. A própria vida não atende tão bem como a Igreja à todas as necessidades do viver. A Igreja pode orgulhar-se de sua superioridade sobre todas as religiões e todas as filosofias. Aonde tem os estóicos um Menino Jesus? Aonde está Nossa Senhora dos muçulmanos, a mulher que não foi feita para nenhum homem, e que está sentada acima de todos os anjos? Qual é o São Miguel de Buda, cavaleiro e soldado, que tem preparada uma espada [...]? Que poderia fazer Santo Tomás de Aquino na mitologia do bramanismo, ele que estabeleceu a ciência e o racionalismo da Cristandade?[...] Como teria sido Francisco Trovador entre os calvinistas [...]? Como teria vivido Joana D’arc, uma mulher, esgrimindo a espada que conduzia a guerra, entre os quackers e os pacifistas [...]?” (G. K. Chesterton, O Homem Eterno).

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Gilbert Keith Chesterton (1874 1936)

Um dos maiores e mais influentes intelectuais do século XX, que por razões inconfessáveis ainda é um desconhecido para amplos setores da sociedade contemporânea



Nascido em Londres, Chesterton estudou no Saint Paul’s College, mas não freqüentou a Faculdade, e sim a Escola de Artes. Em 1900, pediram lhe que escrevesse uns artigos de crítica de Arte para uma revista, e partindo daí acabou por tornar-se um dos mais prolíficos escritores de todos os tempos. Chesterton escreveu uma centena de livros, contribuições para outros duzentos, centenas de poemas, incluindo o épico Ballad of the White Horse, cinco peças de teatro, cinco romances e uns duzentos contos, incluindo a popular série sobre o Padre Brown, o padre detetive.

No entanto, apesar das suas habilidades literárias, Chesterton considerava-se acima de tudo um jornalista. Escreveu mais de 4000 artigos, entre os quais trinta anos de colunas semanais para o Illustrated London News e treze anos de colunas semanais para o Daily News, além dos textos diversos que redigiu para o seu próprio jornal, oG.K.’s Weekly. (Para se ter uma idéia, 4000 artigos equivalem a escrever um artigo por dia, todos os dias, durante onze anos. Se isso não o impressiona, tente fazê-lo, não digo por onze anos, mas por algumas semanas. E lembre se: os artigos devem ser todos bons, tão divertidos quanto profundos, e ainda por cima devem poder ser lidos com proveito daqui a cem anos.)

Chesterton movia se com igual desembaraço em crítica literária ou social, História, Política, Economia, Filosofia e Teologia. O seu estilo é inconfundível, sempre marcado pela humildade, pela consistência, pelo paradoxo, pela sagacidade e pelo encanto. Os seus escritos continuam tão atuais e permanentes hoje como no momento em que surgiram, apesar de muitos deles terem sido publicados pela primeira vez em jornais.

O homem que compôs frases tão perfeitas e profundas como "Não é que o ideal cristão tenha sido testado e considerado insuficiente; foi considerado difícil demais e deixado de lado sem testar" ("The Christian ideal has not been tried and found wanting; it has been found difficult and left untried"), media 2,09 metros de altura, pesava uns 140 quilos e costumava ter um charuto na boca. Passeava usando uma capa, um chapéu amarrotado, minúsculos óculos na ponta do nariz e uma bengala na mão, soprando alegremente o seu bigode. E quase sempre não tinha a menor idéia de onde ou quando era o seu próximo compromisso.

Esse distraído, enorme e travesso homenzarrão, que ria das suas próprias piadas e divertia as crianças em festinhas de aniversário lançando balas ao ar e apanhando as com a boca, foi o homem que escreveu a obra intitulada O Homem Eterno, que levaria um jovem ateu chamado C.S. Lewis a tornar se cristão. Foi ele quem escreveu um romance intitulado O Napoleão de Nothing Hill, que inspiraria Michael Collins a liderar o movimento pela independência da Irlanda. E foi também ele o autor de um artigo no Illustrated London News que inspiraria Mohandas Gandhi a liderar o movimento que pôs fim ao domínio colonial inglês na Índia.

Esse foi o homem que, solicitado a escrever um livro sobre São Tomás de Aquino, pediu à secretária que retirasse uma pilha de livros de São Tomás da biblioteca, abriu o primeiro, folheou o do começo ao fim, fechou o e começou a ditar a obra sobre o santo teólogo. E, ao contrário do que esperaríamos, não lhe saiu um livro qualquer.

Chesterton discutiu com muitos dos mais célebres intelectuais do seu tempo: George Bernard Shaw, H.G. Wells, Bertrand Russell, Clarence Darrow. Segundo os relatos da época, costumava sair vencedor dessas disputas. O mundo, porém, imortalizou os seus oponentes e esqueceu Chesterton, de modo que hoje só nos dão a ouvir um dos lados da argumentação e nos obrigam a aturar as heranças do socialismo, do relativismo, do materialismo e do ceticismo. A ironia disso é que todos os seus oponentes tratavam Chesterton com a máxima consideração e estima; Shaw, por exemplo, chegou a dizer: "O mundo não agradeceu o suficiente a Chesterton".

Os seus escritos foram aplaudidos e elogiados por Ernest Hemingway, Graham Greene, Evelyn Waugh, Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez, Karel Capek, Marshall McLuhan, Paul Claudel, Dorothy L. Sayers, Agatha Christie, Sigrid Undset, Ronald Knox, Kingsley Amis, W.H. Auden, Anthony Burgess, E.F. Schumacher, Neil Gaiman e Orson Welles, para só citar alguns poucos. E T.S. Eliot afirmou que Chesterton "merece o direito perpétuo à nossa lealdade".

Os pensadores, os críticos e os comentaristas modernos acharam muito mais conveniente ignorar Chesterton do que fazê lo comparecer numa discussão, porque argumentar com Chesterton equivale a ser derrotado.

Chesterton debateu de forma eloqüente todas as variadas ideologias surgidas no século XX: o materialismo, o determinismo científico, o relativismo moral e o agnosticismo invertebrado. Além disso, combateu tanto o socialismo quanto o capitalismo, mostrando porque ambos têm sido inimigos da liberdade e da justiça na sociedade moderna.

Mas a que coisas ele era favorável? O que defendia? Defendia o homem comum e obom senso. Defendia o pobre. Defendia a família. Defendia a beleza. E defendia a Cristandade e a Fé Católica. Temas que não andam muito em voga nas salas de aula, na mídia ou no debate público. E é provavelmente por isso que ele é desprezado. O mundo moderno prefere escritores que sejam esnobes, que tenham idéias exóticas e bizarras, que glorifiquem a decadência, que ridicularizem os católicos, que neguem a dignidade dos pobres e que digam que liberdade não implica nenhuma responsabilidade.

Mas, mesmo que Chesterton já não seja ensinado nas escolas, você não pode considerar se educado enquanto não ler o Chesterton completo. Além disso, ler todo o Chesterton é por si só uma educação quase completa. Chesterton é realmente um professor, e dos melhores. Ele não irá somente surpreendê lo. Não irá operar apenas o prodígio de fazer você pensar. Ele irá mais além: fará você rir.

Dale Ahlquist
Presidente da American Chesterton Society


quinta-feira, 16 de abril de 2009

CAMPANHA NACIONAL UM BUQUÊ DE ROSÁRIOS PELA MISSA TRIDENTINA




Participe você também da campanha nacional que irá oferecer aos Bispos do Brasil um buquê de rosários em prol da Missa Tridentina.
Todos nós sabemos que a implementação da Forma Extraordinária do Rito Romano nas paróquias brasileiras têm enfrentado não poucas dificuldades. A nós, que desejamos ver a Missa Tridentina rendendo excelentes frutos espirituais pelo Brasil, não nos resta outra saída senão a de nos apegarmos ao Santo Rosário, ou ao menos ao Santo Terço, rezado diariamente. Atendamos a este pedido feito por Nossa Senhora em Fátima. Fiéis a Ela, alcançaremos a graça de estar conformes ao Vigário de Cristo, o Papa Bento XVI, em seu desejo de que a Forma Extraordinária do Rito Romano se faça presente por toda parte.

Acesse:
 http://www.missatridentina.com.br/index.html